Mapa investiga seis suspeitas de síndrome respiratória e nervosa em aves em dois estados

Cinco ocorrências estão em Santa Catarina e uma em Pernambuco; amostras aguardavam conclusão laboratorial no levantamento de 29 de outubro

Seis investigações de síndrome respiratória e nervosa das aves (SRN) estavam em andamento no Brasil no levantamento de 29 de outubro. As ocorrências envolvem galinhas de criação doméstica e pombos silvestres, distribuídos entre Santa Catarina e Pernambuco, conforme os dados apresentados no material consultado.

As amostras haviam sido coletadas, mas ainda estavam sem resultado laboratorial conclusivo naquele levantamento. Essa distinção é essencial: o registro de uma investigação de SRN não significa confirmação de influenza aviária ou da doença de Newcastle.

A apuração ocorre em um momento de vigilância intensificada em Santa Catarina, após a confirmação de focos de Newcastle no Oeste do estado.

Onde estão as seis investigações

Santa Catarina concentra cinco ocorrências, sendo quatro em galinhas de criação doméstica no Oeste catarinense e uma em pombos silvestres no litoral. A distribuição apresentada é a seguinte:

  • Nova Itaberaba (SC): duas investigações em galinhas domésticas;
  • Quilombo (SC): uma investigação em galinhas domésticas;
  • Coronel Freitas (SC): uma investigação em galinhas domésticas;
  • Itajaí (SC): uma investigação em pombos silvestres;
  • São José do Belmonte (PE): uma investigação em galinhas domésticas.

Os registros representam ocorrências sob investigação, sem indicar, por si só, quantas aves foram afetadas em cada local.

O que é a síndrome respiratória e nervosa das aves

A SRN é uma classificação utilizada na vigilância sanitária para investigar sinais clínicos compatíveis com doenças que podem comprometer a saúde dos plantéis. Entre eles estão dificuldade para respirar, desequilíbrio, tremores e torcicolo.

A síndrome não corresponde a uma doença única. A investigação busca esclarecer a causa dos sinais observados, incluindo a possibilidade de influenza aviária de alta patogenicidade e doença de Newcastle.

Segundo os procedimentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as notificações são avaliadas pelo Serviço Veterinário Oficial. Quando a ocorrência é caracterizada como provável, são coletadas amostras para diagnóstico oficial e adotadas medidas sanitárias de acordo com a situação encontrada.

Focos de Newcastle reforçam vigilância em Santa Catarina

As suspeitas em análise precisam ser diferenciadas dos focos de Newcastle já confirmados no estado.

Em nota oficial publicada em 27 de outubro e atualizada no dia seguinte, o Mapa informou a identificação do terceiro foco em Nova Erechim, dentro da área de restrição sanitária. O primeiro havia sido confirmado em Nova Itaberaba, em 18 de outubro, e o segundo em Coronel Freitas, em 24 de outubro.

Na atualização, a propriedade do primeiro foco encontrava-se em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, o despovoamento sanitário havia sido concluído, com limpeza e desinfecção em andamento.

A presença de uma nova investigação em município que já registrou a doença não permite concluir que exista outro foco confirmado. Cada ocorrência depende de avaliação epidemiológica e diagnóstico laboratorial.

Por que a notificação rápida é importante

A vigilância também depende da observação de quem mantém pequenas criações. Mortalidade repentina, sinais respiratórios ou alterações neurológicas devem ser comunicados ao Serviço Veterinário Oficial, inclusive quando envolvem aves de subsistência ou silvestres.

O objetivo é identificar precocemente possíveis infecções e orientar as medidas de proteção dos plantéis. O Mapa prevê investigação de notificações tanto em estabelecimentos avícolas quanto em situações de mortalidade excepcional de aves na natureza.

Para o setor produtivo, a conclusão das análises é decisiva para esclarecer a situação sanitária e orientar a resposta em cada local. Até a emissão dos laudos, as seis ocorrências do levantamento de 29 de outubro devem ser tratadas como investigações em andamento.

Sobre a alimentação, o Mapa reforçou, na nota referente aos focos catarinenses, que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

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