Maiores empresas familiares da América Latina; JBS lidera movimentando R$ 73 bilhões ao ano

Relatório internacional destaca o protagonismo de grupos latino-americanos, com o Brasil em destaque entre os principais nomes do ranking global das maiores empresas familiares que têm, na América Latina, a JBS como líder movimentando R$ 73 bilhões ao ano

As empresas familiares seguem desempenhando papel de destaque na economia mundial. Segundo um levantamento da consultoria EY, em parceria com a Universidade de St. Gallen, as 500 maiores companhias familiares do mundo movimentam mais de US$ 8,8 trilhões por ano, com crescimento de 10% em relação ao último relatório. As informações foram divulgadas pela Bloomberg Linea no Brasil. De acordo com o ranking global das maiores empresas familiares, no recorte da América Latina, a JBS, controlada pela família Batista, lidera a lista com US$ 73 bilhões (cerca de R$ 365 bilhões) em receita anual.

O estudo revela que, se fossem agrupadas como um país, essas companhias formariam a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Elas empregam mais de 25 milhões de pessoas e apresentam receita média de US$ 17,6 bilhões por empresa.

A liderança do setor é marcada por nomes tradicionais como Walmart (família Walton), Volkswagen (família Porsche/Piëch) e Cargill (família Cargill-MacMillan). A maior parte dessas empresas está concentrada na Europa (47%), seguida por Estados Unidos (29%) e Ásia (18%).

América Latina no radar, com o Brasil em destaque

Embora a participação latino-americana ainda seja limitada, o relatório reconhece o avanço da região. Ao todo, sete empresas da América Latina figuram entre as 100 maiores do mundo, com destaque para:

  • #16 – Família Batista (Brasil) – JBS S.A.: US$ 73 bilhões
  • #32 – Família Slim (México) – América Móvil: US$ 48,3 bilhões
  • #53 – Família Moreira Salles/Souza Aranha (Brasil) – Itaú Unibanco: US$ 33 bilhões
  • #56 – Família Angelini (Chile) – Antarchile: US$ 31 bilhões
  • #66 – Família Igel (Brasil) – Ultrapar Participações: US$ 26 bilhões
  • #80 – Família Servitje (México) – Grupo Bimbo: US$ 22,5 bilhões
  • #91 – Família Aguiar (Brasil) – Banco Bradesco: US$ 20 bilhões

No total, o Brasil emplacou 13 empresas familiares entre as maiores da América Latina, ficando atrás apenas do México, com 15.

Receita de sucesso: tradição, planejamento e profissionalização

O relatório destaca que mais de 85% das empresas familiares têm mais de 50 anos de história e 34% operam há mais de um século. Em 40% dos casos, o CEO ainda pertence à família fundadora, o que reforça o compromisso de longo prazo dessas organizações.

Segundo o analista Jonathan Combeau, a profissionalização da gestão, o planejamento sucessório e a institucionalização são cruciais para garantir a longevidade e competitividade das empresas familiares. “Essas organizações, quando bem geridas, têm potencial para competir no mais alto nível global”, avalia.

Além disso, os setores mais representativos entre as líderes familiares são o varejo (20%), consumo de massa (19%), manufatura (15%) e mobilidade (9%) – todos com forte presença de marcas consolidadas e estratégias multigeracionais.

A JBS no topo da América Latina

Com atuação global e sede no Brasil, a JBS é um dos maiores conglomerados de alimentos do mundo, liderando o ranking latino-americano e ocupando a 16ª posição no ranking mundial. A companhia tem expandido sua atuação por meio de aquisições internacionais e investimento em sustentabilidade, consolidando o Brasil como uma potência no setor de proteína animal.

Apesar da instabilidade política e dos desafios institucionais apontados como obstáculos à consolidação de grandes grupos familiares na região, o avanço de empresas como a JBS sinaliza um caminho promissor para os negócios com raízes familiares que apostam em inovação e governança sólida.

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