Uma hora depois do final do pronunciamento, MST convoca apoiadores para movimento nas redes com mensagens de incentivo às invasões; Terror pode aumentar no campo!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, na manhã desta terça-feira (13/6), uma reforma agrária “tranquila e pacífica”e disse que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não precisa mais invadir terras. O Governo tem tratado com leniência a onda de invasões de propriedades privadas e até de instituições públicas pelo MST, aliado histórico dos petistas.
Em uma tentativa de diálogo com o agronegócio, o petista afirmou que quer fortalecer o setor, mas também pontuou a necessidade de uma reforma agrária. “Nós vamos fortalecer a pequena e média propriedade, o agronegócio e a reforma agrária. Onde precisar assentar gente, a gente vai assentar. É uma coisa importante. Eu disse para o Paulo Teixeira [ministro do Desenvolvimento Agrário] que não precisa mais invadir terra”, disse Lula, na manhã desta terça-feira (13/6), na primeira edição do podcast ‘Conversa com o Presidente’.
O petista ainda sugeriu que as terras improdutivas precisam ser ocupadas, uma vez que os proprietários não conseguem desenvolvê-las. Lula, no entanto, declarou que não precisa de “guerra” para que isso aconteça.
“Temos aproximadamento 4,6 milhões propriedades com menos de 100 hectáres. Essas propriedades geram bastante oportunidade de trabalho, porque ninguém consegue produzir sozinho 50 hectáres. Então, a gente precisa que as pessoas tenham gente que trabalhe. É o trabalho que dá dignidade à pessoa”, sugeriu.
“O Incra vai comunicar o governo quais são as propriedas improdutivas que existem e a partir daí nós vamos discutir a ocupação dessas terras. Não precisa ter barulho e nem guerra. Precisamos ter competência e articulação”, pontuou.
Incra que comunique o governo quais são as propriedades improdutivas que existe em cada estado brasileiro e a partir daí nós vamos discutir a ocupação dessa terra
Em meio a CPI do MST, que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Lula disse que não há necessidade de “invadir terras”.
MST faz incentivo a novas invasões
Nas redes sociais, o MST convocou seus apoiadores a publicarem mensagens em defesa de seu trabalho no campo. O movimento compartilhou uma lista de 53 mensagens que podem ser publicadas a partir de 13h30. Nesses textos, volta a defender as invasões. “Ocupar a terra é defender a natureza porque o MST tem um projeto: reforma agrária popular”. Outra texto diz: “São quase 40 anos de história. Por trás de cada produção é importante lembrarmos de todas as famílias que ocuparam e resistiram”, diz uma mensagem.
As invasões feitas pelo MST durante o “Abril Vermelho” no início do ano criaram pressão sob o governo Lula. De um lado, o Planalto não quer desagradar sua base; de outro, tenta conquistar o agronegócio, setor alinhado ao bolsonarismo.
CPI do MST
Aberta em 23 de maio, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investiga o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). No dia da estreia, em sessão tumultuada, houve discussões e gritaria, deputados da base do antigo governo atacaram o movimento e fizeram associação a “terrorismo”.
Sem definir medidas concretas para o colegiado, o texto do plano de trabalho estabelece diretrizes do trabalho a partir de agora. Já no dia 24 de meio, os deputados vão votar os requerimentos apresentados pelos titulares. Segundo o presidente da comissão, deputado Coronel Zucco (Republicanos-RS), ele terá de intercalar as analises entre pedidos de parlamentares da oposição e os do governo.
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