
Conflito, que envolve suspeita de falsificação de assinaturas, pode impactar uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro; O patrimônio bilionário gera disputa entre os herdeiros do “Rei da Soja”. Veja!
Assim como a pacata São Miguel do Iguaçu, no interior do Paraná, onde começaram os negócios da família Maggi, a rotina entre os herdeiros do homem que chegou ser conhecido como o “Rei da Soja” seguia normalmente até o mês passado. A disputa de herança de André Maggi, dá mais um passo. A família deve se encontrar em audiência de conciliação no dia 21 de agosto, o que pode resultar na partilha de um patrimônio bilionário.
A família Maggi, dona de um império da soja no País, vive uma disputa patrimonial interna. Uma das filhas de André Antônio Maggi , fundador da Amaggi , entrou com processo na Justiça para questionar a divisão societária de empresas do grupo. Fruto de um relacionamento extraconjugal, Carina Maggi Martins diz ter sido “enganada” pelo restante da família e suspeita da herança que recebeu vinte anos atrás.
O motivo é uma acusação de Carina Maggi — filha concebida fora do casamento de André com Lúcia Maggi. Ela afirma que houve ocultação de bens do pai antes da divisão do patrimônio, por meio de alterações contratuais com assinaturas falsas.
André Maggi morreu em 2001, com o Mal de Parkinson em estágio avançado. Diante disso, a esposa Lúcia Maggi, os filhos e os genros assumiram os negócios. Hoje, todos estão na lista de bilionários da Forbes, cada um com patrimônio médio superior a R$ 6 bilhões. Nesse total estão incluídas as chamadas “joias” do grupo: a Agropecuária Maggi e a Sementes Maggi — os alvos da disputa entre herdeiros.
Sendo assim, quando André faleceu, em 2001, Carina recebeu R$ 1,9 milhão. O que, corrigido, equivale hoje a aproximadamente R$ 10,6 milhões.
O “Rei da Soja” foi o precursor do grupo Amaggi — um dos maiores conglomerados de agronegócio do mundo, com atuação no Brasil, China, Argentina, Paraguai, Holanda, Noruega, Suíça e Cingapura. Segundo o ranking da Forbes de 2022, a Amaggi é a 10ª maior empresa de agronegócio no Brasil, com receita de R$ 38 bilhões.
Depois de descobrir que o pai passou as ações societárias de duas empresas para a esposa pouco antes de morrer, Carina começou a questionar a veracidade das assinaturas nos documentos.
As empresas são as chamadas “joias” do grupo — Agropecuária Maggi e Sementes Maggi — e não entraram na partilha de bens entre os filhos por não estarem no patrimônio de André quando ele faleceu.
Carina acusa a família de ter realizado uma manobra e resolveu contratar uma perita para analisar os documentos. O laudo concluiu que as assinaturas das alterações de contrato das empresas não batem com outros documentos mais antigos e são, portanto, falsas.
A perícia foi apresentada à Justiça do Mato Grosso como parte da apelação que pede a anulação dos contratos de alteração societária.
Em julho, a CNN noticiou o caso e entrou em contato com o grupo Amaggi. Em nota, a empresa informou que por tratar de uma questão ligada diretamente à família, não iria se pronunciar sobre o tema.
Na época, os integrantes da família Maggi que atuam nos negócios responderam que não irão comentar o assunto, reservando-se a tratá-lo somente na esfera judicial.
“Ele (André Maggi) não poderia ter feito isso, até para uma discussão entre os filhos, mas nem todos foram prejudicados. Tenho certeza que os demais irmãos depois foram aquinhoados pela mãe. Mas a Carina não fazia parte desse ‘direito’ que eles criaram”, diz Josmeyr Oliveira, advogado de Carina Maggi. “Discutimos se ele estava lúcido.”
Compre Rural com informações da CNN Brasil, Estadão Conteúdo
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