Levantamento independente aponta valorização das áreas agrícolas da companhia, reforçando a força dos ativos fundiários em um dos maiores grupos agrícolas do país.
A gigante do agronegócio brasileiro, a SLC Agrícola, divulgou um fato relevante ao mercado informando a atualização de seu portfólio de terras em 2026. A nova avaliação, realizada pela consultoria independente Deloitte Touche Tohmatsu, estimou os ativos fundiários da companhia em R$ 13,53 bilhões, consolidando a relevância das terras agrícolas como um dos principais pilares patrimoniais da empresa.
O montante considera tanto as terras próprias da companhia quanto as áreas vinculadas aos acordos de associação com Fundos de Investimento em Participações (FIPs) administrados pelo BTG Pactual. Segundo a empresa, o resultado demonstra a resiliência e a capacidade de valorização dos ativos agrícolas mesmo em um cenário de maior seletividade no mercado de terras.

Valor médio do hectare sobe para quase R$ 60 mil
Um dos principais destaques da atualização é a evolução do valor médio do hectare agricultável. De acordo com o levantamento, o indicador avançou 1,0% em relação à avaliação anterior, alcançando R$ 59.534 por hectare.
O dado reforça a tendência de valorização das terras agrícolas brasileiras, especialmente em regiões consolidadas para produção de grãos, onde a SLC Agrícola mantém operações de larga escala.
Patrimônio líquido também registra avanço
Outro indicador acompanhado pelo mercado é o Net Asset Value (NAV), métrica que representa o valor líquido dos ativos da companhia.
Conforme informado pela empresa, a atualização do portfólio de terras resultou em um incremento de 0,6% no NAV em comparação com o valor divulgado em 31 de março de 2026.
O avanço, embora moderado, demonstra que os ativos fundiários continuam contribuindo para o fortalecimento patrimonial da companhia, aspecto frequentemente observado por investidores do setor agrícola.
Principais números da atualização 2026
- Valor total do portfólio de terras: R$ 13,526 bilhões
- Valorização do hectare agricultável: +1,0%
- Valor médio do hectare: R$ 59.534
- Crescimento do NAV: +0,6%
Avaliação considera apenas a terra nua
A SLC destacou que os valores apresentados refletem exclusivamente o preço da terra nua, sem incluir estruturas produtivas instaladas nas fazendas.
Dessa forma, não foram considerados no cálculo prédios, instalações, benfeitorias, sistemas de infraestrutura ou máquinas agrícolas.
Na prática, isso significa que o valor econômico total das propriedades pode ser ainda superior quando incorporados os investimentos realizados nas unidades produtivas.
Metodologia segue normas da ABNT
Para garantir rigor técnico e transparência, a avaliação foi conduzida com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O método utilizado foi o Comparativo Direto de Dados de Mercado, previsto nas normas NBR 14653-1 e NBR 14653-3. A metodologia consiste em determinar o valor de mercado de um imóvel rural por meio da comparação com propriedades semelhantes negociadas no mercado, realizando ajustes técnicos para equalizar diferenças entre os ativos analisados.
Mercado acompanha valorização dos ativos rurais
A atualização do portfólio reforça uma característica histórica da SLC Agrícola: a combinação entre produção agrícola em larga escala e formação de patrimônio por meio da valorização fundiária.
Com mais de R$ 13,5 bilhões em terras avaliadas, a companhia segue entre as empresas do agronegócio com os maiores ativos fundiários do Brasil, fator que costuma ser acompanhado de perto por investidores e analistas do mercado financeiro.
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