Com adoção do “Protocolo Natural” (Extrato de Plantas), a meta da MFG Agropecuária – uma das maiores empresas da pecuária – até 2024 é atingir 90% da produção livres do uso de aditivos antimicrobianos nas seis plantas distribuídas pelo Brasil, que atingiram a marca de 220 mil cabeças confinadas no ano passado.
Com um papel fundamental dentro da economia nacional, a pecuária de corte brasileira vem se destacando no cenário mundial. Diante disso, produzir carne bovina de forma sustentável é a grande demanda dos criadores brasileiros na atualidade, pois, além dos desafios enfrentados de forma cíclica, como questões de mercado e eventos climáticos, ainda há uma pressão recorrente da sociedade para redução do impacto ambiental da pecuária e a produção de proteína animal sem o uso de antibióticos. Neste contexto, o projeto pioneiro realizado na Unidade da MFG Agropecuária, se destaca e é a primeira do grupo a banir uso de antibióticos.
“Neste contexto, a MFG Agropecuária conquistou uma marca histórica porque conseguiu reduzir a zero a aplicação de aditivos antimicrobianos na unidade de Tangará da Serra, em Mato Grosso. Muito em breve, o mesmo será feito em nossas demais plantas”, informa o zootecnista André Campanini, gerente técnico corporativo do grupo.
Com os bons resultados obtidos com a adoção do “Protocolo Natural”, agora, a meta da MFG Agropecuária – uma das maiores empresas da pecuária – até 2024 é atingir 90% da produção livres do uso de aditivos antimicrobianos nas seis plantas distribuídas pelo Brasil, que atingiram a marca de 220 mil cabeças confinadas no ano passado.
Como consequência, com a utilização do denominado “Protocolo Natural”, o gado aumenta o ganho de peso, melhora a conversão alimentar, a qualidade final da carne e também fica menos suscetível ao quadro de acidose, uma disfunção comum no trato digestivo dos animais confinados com alto grão. A propriedade conseguiu superar todas as médias produtivas com adoção do Protocolo, cujos resultados vistos em 30 mil animais são compartilhados na tabela a seguir:
| SEXO | N° ANIMAIS | DIAS DE COCHO | GMD (kg) | RENDIMENTO (%) | N° @ PROD | GCD (kg) | PESO FINAL (@) | CMS (kgMS/dia) | EFICIÊNCIA BIOLÓGICA (kgMS/@) |
| MACHO | 30.000 | 109 | 1,79 | 56,60 | 9 | 1,24 | 21,51 | 10,75 | 130 |
Conforme apontam os dados acima, é possível observar que o ganho médio diário de peso, por cabeça, foi de 1,79 kg, com ganho de carcaça na ordem de 1,24 kg/animal/dia; rendimento médio de carcaça de 56,6% e uma eficiência biológica de 130 kg MS/@, ou seja, consumiram 130 kg de matéria seca (MS) para produzir uma arroba de carne.
“Ficamos surpresos, porque a produtividade foi superior à registrada pelos animais tratados com o protocolo tradicional, com uso de aditivos antimicrobianos”, atesta o gerente técnico do Grupo MFG Agropecuária.

Protocolo Natural – Extrato de Plantas – traz avanço para pecuária da MFG
Conforme informado pela assessoria do confinamento, o Protocolo Natural foi desenvolvido pela Salus Nutrição Animal em parceria com a MFG, o Protocolo Natural surgiu após o uso de enzimas orgânicas durante a fase de adaptação da dieta de bovinos confinados na unidade de Tangará da Serra (MT), em 2020, trabalho que prosseguiu em 2021.
“Claro que a premissa de execução deste estudo era a de que a produção com aditivos naturais deveria atingir resultados iguais ou superiores aos indicadores de produtividade historicamente alcançados”, esclarece o líder de Bovinos de Corte da Salus Nutrição Animal, Heitor Brandt, responsável pela iniciativa. A proposta da empresa, então, evoluiu para o lançamento de um novo protocolo.
Na fase de adaptação, foram utilizados aditivos com tecnologias exclusivas da Salus, as enzimas fibrolíticas (Multi-Enzymes for Ruminants) e os óleos essenciais (Valopro E). Já na terminação foram utilizados novamente os óleos essenciais (Valopro E).
Além desse novo programa de uso de aditivos, a MFG manteve a inclusão do complexo de taninos e saponinas na dieta, também de origem natural que já vinha sendo utilizado. “A sinergia entre esses produtos promoveu melhores desempenhos, principalmente na adaptação”, aponta o especialista.

Segundo Brandt, “enquanto temos os óleos essenciais controlando e selecionando a população microbiana ideal e desejável, visando manutenção de um ambiente ruminal ótimo para a produtividade do animal, as enzimas trabalham disponibilizando os nutrientes e melhorando a digestibilidade do alimento. Essa relação conjunta dos aditivos, aliados obviamente a um bom manejo, promove desempenhos superiores aos obtidos com as dietas tradicionais”, conclui o líder de Bovinos de Corte da Salus.
Exigência dos consumidores
Os resultados registrados a campo nas operações da MFG Agropecuária, no decorrer do ano de 2022, demonstram, claramente, que a pecuária brasileira dispõe de tecnologias para produzir carne bovina a partir do fornecimento de aditivos naturais, de modo a atender aos mercados consumidores mais exigentes.
A pecuária brasileira dispõe de tecnologias para produzir carne bovina a partir do fornecimento de aditivos naturais

A Marfrig, uma das maiores empresas de proteína bovina do mundo, vem influenciando o uso consciente de medicamentos, uma vez que ocupa uma posição de agente efetivo de transformação da cadeia produtiva, incentivando o real conceito de sustentabilidade. Essas diretrizes se expandem para seus fornecedores como é o caso da MFG Agropecuária.

Sobre a MFG
A MFG conta com seis unidades: Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Campo Verde/MT, Mineiros/GO, Pereira Barreto/SP e Terenos/MS. Com infraestrutura moderna e eficiente para engorda de bovinos, boa localização e uma equipe capacitada e treinada para o manejo nutricional e sanitário, a MFG proporciona aos seus parceiros o sistema ideal para garantir o máximo desempenho de seus animais, com segurança e respeito socioambiental.
Atualmente, segundo o site da empresa, as unidades de confinamento possuem uma capacidade estática de 139.000 bovinos confinados. Ao longo do ano de 2022, foram terminados em torno de 220 mil bovinos.

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