A empresa Bracell, confirmou um investimento de U$ 4 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) para a construção de mais uma fábrica no estado, localizada em Água Clara. Além disso, há planos para a sexta megafábrica de celulose em Bataguassu.
Mato Grosso do Sul está prestes a consolidar ainda mais sua posição como um dos maiores polos da indústria de celulose no Brasil. A empresa Bracell, do grupo indonésio Royal Golden Eagle (RGE), confirmou um investimento de U$ 4 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) para a construção de mais uma fábrica no estado, localizada em Água Clara. Além disso, há planos para uma segunda unidade em Bataguassu, o que pode elevar para seis o número de megafábricas da commodity na região. As informações foram divulgadas pelo Correio do Estado.
O setor de celulose já representa uma parte significativa da economia sul-mato-grossense, sendo responsável por 24% da produção nacional e gerando mais de 14,9 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. A chegada de novas fábricas fortalece ainda mais a chamada região do Vale da Celulose, que engloba municípios estratégicos para o setor, como Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Inocência, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas.
O governador Eduardo Riedel destacou que a ampliação do setor deve gerar cerca de 10 mil empregos durante as obras e 3 mil empregos permanentes quando a operação iniciar. Ele ressaltou ainda que os investimentos são resultado de rodadas de negociações realizadas no Fórum Empresarial entre Brasil e Indonésia, ocorrido em novembro de 2024 no Rio de Janeiro.
Novas fábricas e o futuro da celulose no estado
O projeto de expansão da Bracell prevê a construção de duas unidades com focos distintos de produção:
- Fábrica de Água Clara: deve produzir celulose de fibra curta, utilizada na fabricação de papéis em geral.
- Fábrica de Bataguassu (ainda não oficializada): deve ser voltada para a produção de celulose solúvel especial, usada na indústria têxtil, farmacêutica, alimentícia e de cosméticos.
O estado já conta com três megafábricas em operação – Suzano e Eldorado, em Três Lagoas, e a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo, que é atualmente a maior do mundo. Além disso, há a confirmação da quarta fábrica da Arauco, que será instalada em Inocência, e da quinta fábrica da Bracell, em Água Clara.
O investimento da Arauco, por exemplo, prevê um aporte de US$ 4,6 bilhões (aproximadamente R$ 25,1 bilhões) para expandir sua planta em Inocência, tornando-se a maior fábrica de celulose do mundo. A produção anual da empresa saltará de 2,5 milhões para 3,5 milhões de toneladas de fibra de eucalipto.
Mato Grosso do Sul na liderança dos investimentos no setor
O presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Paulo Hartung, revelou que mais de 70% dos R$ 105 bilhões de investimentos previstos para o setor de celulose no Brasil serão destinados a Mato Grosso do Sul. Isso significa que cerca de R$ 75 bilhões serão aplicados na expansão da produção no estado nos próximos três anos.
Com essa nova onda de investimentos, o estado reforça sua posição como líder nacional na produção de madeira para papel e celulose, ficando atrás apenas de Minas Gerais em área plantada com eucalipto.
Expectativas e próximos passos para megafábrica de celulose
Com o processo de licenciamento ambiental já em andamento, a previsão é que os estudos sejam concluídos até fevereiro de 2025, permitindo o avanço do projeto em Água Clara. A expectativa é que a nova planta tenha uma capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano.
O governo estadual, junto a representantes da Bracell, segue em tratativas para consolidar a instalação da unidade em Bataguassu, o que pode colocar Mato Grosso do Sul em um novo patamar global no setor de celulose.
Com essa movimentação, o estado se consolida como o principal polo brasileiro de produção de celulose, atraindo bilhões em investimentos e impulsionando o desenvolvimento econômico e social da região.
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