Índice de Fretes do Báltico registra queda na comparação mensal, mas permanece bem acima do nível de 2025; comercialização da safra norte-americana 2026/27 continua avançando.
O Índice de Fretes do Báltico (Baltic Dry Index – BDI), principal referência mundial para o custo do transporte marítimo de granéis secos, registrou média de 2.778 pontos em junho, uma queda de 7,9% em relação aos 3.018 pontos observados em maio. Apesar do recuo mensal, o indicador segue em patamar elevado, ficando 64% acima da média registrada em junho de 2025.
Após um período de forte desvalorização ao longo de 2025, provocado pelo acirramento das disputas comerciais entre os Estados Unidos e diversos parceiros comerciais, o índice voltou a apresentar recuperação no primeiro semestre de 2026. A retomada é atribuída à normalização das relações comerciais internacionais e aos preços mais elevados dos combustíveis, embora o mercado continue sujeito à sazonalidade do transporte marítimo e às oscilações dos setores de energia e commodities.
Enquanto o comportamento do frete segue influenciando a logística global de grãos, os Estados Unidos mantêm um ritmo consistente nas vendas externas da safra 2026/27, indicando demanda firme para soja e milho.
Segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas externas de soja referentes à nova safra alcançaram 183 mil toneladas na semana encerrada em 25 de junho. Com esse resultado, o país acumula 2,421 milhões de toneladas já comprometidas para a temporada, o equivalente a cerca de 5% da projeção de exportações prevista pelo órgão para o ciclo.
No milho, o desempenho foi ainda mais expressivo. As vendas semanais chegaram a 768 mil toneladas, superando as 738 mil toneladas registradas na semana anterior. No acumulado da temporada 2026/27, os Estados Unidos já comercializaram 6,147 milhões de toneladas do cereal para o mercado externo, volume que representa aproximadamente 8% da estimativa de embarques de 80,010 milhões de toneladas projetada pelo USDA.
Os números reforçam que, mesmo em um cenário de ajustes nos custos do transporte marítimo, o comércio internacional de grãos segue aquecido. A evolução das exportações norte-americanas e o comportamento do mercado de fretes continuarão sendo fatores importantes para a formação dos preços e para a competitividade das commodities agrícolas nos próximos meses.
Informações do DATAGRO.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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