A Frente relata que, apesar de a MP estar em vigor, a renegociação ainda não alcança os produtores na “velocidade e na escala necessárias, especialmente os pequenos produtores e aqueles em situação de maior vulnerabilidade financeira”.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) cobrou o governo federal e o Congresso pela implementação da Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais. Em carta aberta, a FPA defende que a “renegociação rural precisa sair do papel e chegar ao produtor”. A Frente relata que, apesar de a MP estar em vigor, a renegociação ainda não alcança os produtores na “velocidade e na escala necessárias, especialmente os pequenos produtores e aqueles em situação de maior vulnerabilidade financeira”.
De acordo com a FPA, há entraves na liberação dos recursos decorrentes da exigência de laudos agronômicos para a comprovação de perdas passadas, da revisão de garantias cobradas do produtor, da cobrança de entrada no pagamento do alongamento e de custos adicionais. Para a frente, são restrições que podem “comprometer o acesso ao crédito para a próxima safra”.
Outro ponto citado pela frente é a existência de regras “incompatíveis” com os fundos constitucionais. “É neste momento que o Congresso precisa exercer plenamente seu papel: acompanhar a execução da política pública, identificar os obstáculos e aperfeiçoar o texto para que a solução aprovada produza resultados concretos no campo”, cobrou a FPA.
A frente defende que o relatório da MP, do líder do governo, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ajuste o texto diante dos gargalos identificados. Os ajustes solicitados são: simplificação na comprovação das perdas pelos produtores rurais; permissão de laudos coletivos para pequenos produtores; dispensa de novo laudo em operações já renegociadas e que permaneçam com saldo estressado; flexibilização ou retirada da exigência de entrada quando comprovada a incapacidade de pagamento; evitar exigências operacionais adicionais; e garantia de que a adesão à renegociação não comprometa o acesso ao crédito para a próxima safra.
“A FPA seguirá atuando para corrigir gargalos, cobrar efetividade e garantir que os instrumentos aprovados pelo Congresso cheguem, de fato, ao produtor rural. O produtor não pode ficar entre a solução prevista em lei e a dificuldade de acessá-la. A renegociação precisa chegar ao campo com urgência”, concluiu a frente na carta.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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