Foco de raiva acende alerta em Rondônia após 14 animais testarem positivo

Idaron já notificou 516 propriedades e acompanha uma área de 12 quilômetros ao redor dos casos registrados em Tarilândia, distrito de Jaru; aproximadamente 23 mil animais foram vacinados

Um foco de raiva dos herbívoros mobiliza equipes de defesa sanitária animal na região de Tarilândia, distrito de Jaru, em Rondônia. O balanço mais recente aponta que 14 animais tiveram diagnóstico positivo para a doença, enquanto as autoridades ampliam a vacinação e orientam os produtores sobre os riscos de contato com exemplares suspeitos.

Segundo informações divulgadas pelo Portal P1, com base em dados repassados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), 16 amostras foram coletadas até o momento. Desse total, 14 apresentaram resultado positivo, uma teve diagnóstico negativo e outra ainda aguardava análise laboratorial.

As ações estão concentradas em um raio de aproximadamente 12 quilômetros ao redor das propriedades com ocorrências confirmadas. Cerca de 516 estabelecimentos rurais já foram notificados, enquanto aproximadamente 23 mil animais foram vacinados, incluindo bovinos, equinos, suínos, caprinos e ovinos.

Produtores devem comunicar animais com sinais neurológicos

O médico-veterinário Gabriel Renne Lobo, da Idaron, destacou que a participação dos produtores é indispensável para interromper a circulação do vírus e evitar novos casos. Além da vacinação, qualquer animal que apresente comportamento ou sintomas incomuns deve ser comunicado imediatamente ao serviço veterinário oficial.

Entre os sinais que podem aparecer em animais infectados estão isolamento do rebanho, dificuldade para caminhar, tremores musculares, salivação excessiva, paralisia e permanência do animal deitado. Esses sintomas também podem ocorrer em outras enfermidades, por isso o diagnóstico depende de investigação e exames laboratoriais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que a raiva provoca uma encefalite progressiva e é letal depois do aparecimento dos sinais clínicos. A vacinação dos animais, a vigilância epidemiológica e o monitoramento de morcegos hematófagos estão entre as principais estratégias de prevenção.

Contato com animais suspeitos deve ser evitado

A orientação é para que produtores, trabalhadores rurais e familiares não manipulem animais com suspeita da doença, principalmente a boca, a saliva e o sistema nervoso. Também não se deve realizar procedimentos, retirar tecidos ou descartar a carcaça sem orientação dos órgãos responsáveis.

A raiva é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos. Pessoas que tenham sido mordidas, arranhadas ou que tiveram saliva de um animal suspeito em contato com feridas, olhos, boca ou outras mucosas devem lavar imediatamente a região com água e sabão e procurar um serviço de saúde, informando as circunstâncias da exposição.

O Ministério da Agricultura estabelece que a suspeita de raiva em herbívoros deve ser notificada imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial. Após a comunicação, técnicos capacitados avaliam o caso, orientam o manejo seguro do animal e, quando necessário, coletam material para diagnóstico.

Vacinação avança nas propriedades próximas

A mobilização de aproximadamente 23 mil animais demonstra a dimensão do trabalho realizado no entorno dos casos. A medida busca aumentar a proteção dos rebanhos localizados na área considerada de risco e reduzir a possibilidade de novas ocorrências.

A Idaron mantém o acompanhamento das propriedades de Tarilândia e reforça que a vacinação deve seguir as orientações dos profissionais responsáveis pela ação sanitária. Os produtores também devem informar a existência de possíveis abrigos de morcegos e a presença de animais com marcas de mordedura, sem tentar capturar ou eliminar os morcegos por conta própria.

O monitoramento continuará enquanto houver suspeitas e amostras pendentes. Como um dos exames ainda aguardava resultado no momento da divulgação do balanço, o número de casos confirmados pode ser atualizado pelas autoridades sanitárias.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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