A combinação de dólar em alta, taxa Selic elevada e margens apertadas para as principais commodities, o produtor rural brasileiro pode encontrar dificuldades na aquisição de fertilizantes e insumos essenciais para a produção agrícola.
O mercado de fertilizantes no Brasil enfrenta um cenário desafiador para os próximos anos, especialmente em 2025, segundo informações divulgadas pelo Money Times. Com a combinação de dólar em alta, taxa Selic elevada e margens apertadas para as principais commodities, o produtor rural brasileiro pode encontrar dificuldades na aquisição de insumos essenciais para a produção agrícola.
Embora a valorização do dólar beneficie a competitividade das exportações agrícolas no curto prazo, ela também encarece os insumos, visto que 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Essa situação resulta em custos mais altos para importadores e produtores.
De acordo com Tomás Rigoletto Pernías, analista da StoneX, os fertilizantes representam 30% do custo total do produtor rural. Isso significa que o aumento do dólar, aliado ao cenário global, pode pressionar ainda mais as margens, dificultando o planejamento e a execução das safras.
“O encarecimento da moeda americana representa o encarecimento dos insumos num país que importa mais de 80% do que é utilizado. É um cenário de atenção”, destacou Pernías.
Tendências e desafios do mercado de fertilizantes
O mercado de fertilizantes, após a turbulência provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022, apresentou recuperação em 2023 e 2024. Contudo, a relação de troca entre grãos e fertilizantes continua sendo um ponto crítico.
O analista explicou que, enquanto a relação entre soja e cloreto de potássio está em níveis favoráveis, o mesmo não ocorre com o MAP (Monoamônio Fosfato), um fertilizante fosfatado que manteve preços elevados e pouco atrativos durante todo 2024.
“Os preços do MAP seguem relativamente altos, e as relações de troca continuam pouco atrativas. Esse é um fator preocupante que carregamos para 2025”, afirmou Pernías.
Além disso, o comportamento sazonal das importações de fertilizantes também pesa no mercado. Durante o primeiro semestre de 2025, países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos e China, aumentam suas aquisições devido ao plantio em larga escala, pressionando os preços globais.
Previsões para 2025: incertezas e atenção ao mercado
Embora ainda seja cedo para afirmar se os produtores pagarão mais caro em 2025, as perspectivas indicam que fatores como o comportamento dos preços dos grãos, a valorização do dólar e o custo dos fertilizantes terão impacto significativo.
A tendência é de que as importações brasileiras de fertilizantes ganhem força no segundo semestre, especialmente com o início da safra de soja. No entanto, a preocupação com a elevação dos preços dos insumos fosfatados permanece, e a relação de troca entre commodities e fertilizantes continuará sendo um termômetro importante para o setor.
Pernías concluiu com um alerta:
“Não dá para cravar que o produtor pagará mais caro em 2025, mas o ponto de atenção está nos preços dos fosfatados e na forma como as relações de troca irão evoluir. Ainda assim, o cenário demanda cautela”.
Com tantas variáveis em jogo, o cenário de fertilizantes em 2025 promete ser desafiador para o produtor rural brasileiro. O dólar elevado, os preços das commodities agrícolas e a dependência de insumos importados compõem uma equação que exige planejamento cuidadoso e atenção redobrada às movimentações do mercado global. A capacidade de adaptação e gestão será essencial para superar os obstáculos e manter a competitividade no setor.
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