A entidade considera o tardio movimento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em promover uma readequação da fiscalização e orientação aos produtores.
A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) recebe, com extrema preocupação, o anúncio do início do embargo da União Europeia à carne bovina, de aves e ovos provenientes do Brasil. A entidade considera o tardio movimento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em promover uma readequação da fiscalização e orientação aos produtores, fator fundamental para o não atendimento às exigências do mercado internacional.
A ação da União Européia iniciou em maio de 2023 com a emissão do Regulamento Delegado 905/2023. O documento previa um período de adaptação até setembro de 2026. Integrantes do Mercosul, Argentina, Uruguai e Paraguai adequaram suas legislações e garantiram a manutenção do mercado.
A lentidão do governo brasileiro ficou clara ao se analisar os prazos. Apenas dois dias depois de ser emitido o comunicado de exclusão do país, em maio deste ano, é que o Mapa emitiu portaria proibindo o uso de antimicrobianos condenados pela UE. Já a portaria que homologou protocolo de certificação para bovinos livres de antimicrobianos foi emitida no mês seguinte.
Cabe ressaltar que, apesar do mercado europeu ser responsável pela importação de apenas 8% da proteína bovina produzida no Brasil, a ação da UE pode balizar decisões de demais mercados.
A Febrac destaca, ainda, que o setor produtivo gaúcho sofre duplamente com o anúncio de embargo, pois perde competividade e é penalizado por ação inexistente. A carne gaúcha, produzida com excelência e de qualidade já confirmada pelo mercado internacional, é derivada de sistemas de produção pecuária de gado criado, majoritariamente, a campo e não faz uso de antimicrobianos.
A Febrac espera uma rápida retomada do mercado e que os responsáveis pela criação de leis e regulamentações sejam efetivamente ágeis na adequação dos processos de uso de antimicrobianos. A entidade também reafirma sua solidariedade para com os pecuaristas nacionais.
Esteio, 1° de Setembro de 2026.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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