Fazenda Santo Antônio conquista dois primeiros lugares em prova de eficiência de bubalinos

Animais de corte de Nova Andradina (MS) ficaram em primeiro e segundo; exemplar leiteiro de Bocaina (SP) terminou em terceiro.

A Fazenda Santo Antônio, de Nova Andradina (MS), ficou com os dois primeiros lugares da 1ª Prova de Eficiência Alimentar de Bubalinos, realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB). A avaliação foi encerrada após 56 dias no Centro de Pesquisas Tropicais em Bubalinos (CPTB), em Botucatu (SP), e teve a Fazenda Rio Pardo, de Bocaina (SP), na terceira posição.

O primeiro colocado, de aptidão para corte e pertencente à Fazenda Santo Antônio, registrou consumo alimentar residual (CAR) de -0,480 kg de matéria seca por dia e ganho residual (GR) de +0,110 kg por dia. O segundo, também de corte e da mesma propriedade, teve CAR de -0,310 kg de matéria seca por dia e GR de +0,160 kg por dia, enquanto o terceiro colocado, da Fazenda Rio Pardo, apresentou CAR de -0,280 kg de matéria seca por dia e GR de +0,140 kg por dia.

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CAR e GR foram utilizados para comparar o consumo e o desempenho dos participantes, permitindo identificar diferenças entre bubalinos com características produtivas semelhantes. A prova reuniu machos de corte e leite das fazendas Santo Antônio, de Eduardo Haik e André Haik, e Rio Pardo, da família Almeida Prado. Durante os 56 dias, a equipe acompanhou o consumo e o desempenho individual dos bubalinos, além de realizar ultrassonografia de carcaça, termografia, avaliações reprodutivas e medidas biométricas. Os participantes receberam brincos de radiofrequência, que permitiram registrar continuamente o acesso aos cochos e bebedouros e a quantidade consumida ao longo do período.

Para a pesquisadora do CPTB, Caroline de Lima Francisco, a diferença observada entre indivíduos do mesmo lote é uma das principais informações geradas pelo trabalho. “Os animais altamente eficientes, os eficientes e também os ineficientes estão dentro da propriedade. Identificar esse custo oculto por meio da seleção zootécnica de precisão é um caminho para tornar a atividade mais rentável, profissional e sustentável”, afirma.

A presença de animais de corte e leite entre os três primeiros também mostrou que o mesmo tipo de avaliação pode ser aplicado a diferentes sistemas produtivos. Caroline explica que a experiência permitiu observar a eficiência alimentar nas duas aptidões. “Conseguimos mostrar o que já é realizado em outras partes do mundo, principalmente com bovinos, que a eficiência e o ganho genético de alta qualidade se aplicam tanto a búfalos de corte como de leite”, observa.

A equipe do CPTB já havia utilizado a metodologia em trabalhos anteriores com mais de 300 animais e conta com dieta e procedimentos de avaliação validados para bubalinos. Segundo Caroline, a diferença de eficiência encontrada dentro do lote foi ampla e pode ajudar os criadores a identificar quais indivíduos apresentam características para permanecer como futuros reprodutores.

Os resultados serão incorporados ao Programa de Avaliação Genética da ABCB, parceira da Unesp na realização da prova junto ao Instituto de Zootecnia (IZ) e à Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf). A proposta é acrescentar a eficiência alimentar aos critérios utilizados na seleção genética e oferecer informações para escolha de reprodutores, comercialização de tourinhos e sêmen e formação dos próximos acasalamentos.

A alimentação pode representar entre 60% e 70% das despesas de uma propriedade, conforme explicou Caroline durante a realização da prova. Os dados detalhados obtidos ao longo dos 56 dias ainda serão analisados e divulgados pela equipe, incluindo as informações relacionadas ao desempenho, carcaça, reprodução e demais características avaliadas.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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