O resultado de fevereiro surpreende porque há entre associações de exportadores temor de redução das vendas de produtos brasileiros para o exterior.
A venda de produtos brasileiros para a China, Hong Kong e Macau somaram US$ 4,724 bilhões em fevereiro, alta de 20,9% na comparação com o mesmo mês de 2019, informou nesta segunda-feira (2) o Ministério da Economia.
O resultado de fevereiro surpreende porque há entre associações de exportadores temor de redução das vendas de produtos brasileiros para o exterior, especialmente para China, principal parceiro comercial do Brasil e epicentro da epidemia do coronavírus.
O surto já representa um grande abalo na economia chinesa, pois tem fechado fábricas e centros comerciais, colocado regiões inteiras em quarentena e deixado muitos cidadãos trancados em suas casas por medo do contágio, reduzindo dessa forma o consumo e a atividade econômica.
De acordo com o Ministério da Economia, porém, ainda não é possível verificar se a crise gerada pelo coronavírus já produziu algum efeito nas exportações brasileiras.
Um dos motivos é que os contratos de compra e venda de commodities como minério de ferro, que está entre os principais produtos vendidos pelo Brasil à China, costumam ser fechados com meses de antecedência.
Por conta disso, os números das vendas dos próximos meses também não devem registrar impacto devido ao coronavírus.
“O comércio exterior é contratado com antecedência. No caso de minério de ferro, são contratos de três meses. Carne, de períodos mais curtos. Metade da safra da soja já vendida, começou a exportar agora, mas mais da metade já está vendida”, disse Brandão.
Entretanto, a preocupação do mercado é de que o surto se estenda muito além do primeiro trimestre e provoque uma desaceleração mais forte da economia chinesa.
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a expectativa de crescimento da economia mundial diante do surto de coronavírus e seu impacto na China, que é o país mais atingido.
“Pode ser que tenha [reflexo nas exportações brasileiras], mas não foi perceptivo nos agregados da balança de fevereiro”, disse o secretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão. “Temos que esperar mais tempo para observar nos dados”, completou ele.
Com informações do G1.