A escassez e os altos preços dos ovos nos Estados Unidos, e em alta nos demais países, tornam o produto alvo de criminosos, evidenciando um novo cenário na segurança alimentar. Empresa perde US$ 40 mil em carga roubada nos EUA
Você já imaginou que ovos poderiam se tornar alvo de criminosos? Por muito tempo, essa proteína essencial foi considerada um item acessível e sempre disponível em supermercados. No entanto, um novo fenômeno tem chamado a atenção: o roubo de ovos em larga escala. Recentemente, um furto de 100 mil unidades na Pensilvânia revelou uma realidade preocupante sobre a segurança alimentar e a valorização de itens básicos em tempos de crise.
No meio da noite, criminosos invadiram um carregamento de ovos orgânicos pertencente à Pete & Gerry’s Organic Eggs, uma das maiores produtoras de ovos caipiras dos Estados Unidos. O prejuízo estimado é de US$ 40 mil (R$ 228,5 mil). A empresa confirmou o roubo e afirmou estar colaborando com as autoridades locais na investigação.
A gravidade do caso vai além da perda financeira. Esse não é um incidente isolado, mas parte de um crescimento significativo nos crimes de carga envolvendo alimentos. Segundo a CargoNet, empresa especializada em prevenção e recuperação de cargas roubadas, houve um aumento de 27% nos furtos desse tipo nos EUA e no Canadá. Produtos básicos e agrícolas estão entre os principais alvos.
O mercado de ovos nos Estados Unidos tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos. Desde 2022, os preços dobraram devido a surtos de gripe aviária, problemas logísticos e aumento dos custos de produção. O resultado? Uma dúzia de ovos chega a custar US$ 8 (cerca de R$ 45,60) em algumas regiões, tornando-os um produto valioso não apenas para consumidores, mas também para o crime organizado.
Não são apenas ovos que estão na mira dos criminosos. Produtos como nozes, abacates e carnes de alta qualidade têm se tornado alvos frequentes de roubos de carga. O crescimento desses crimes sugere uma mudança na percepção sobre os alimentos, que passam a ser vistos não apenas como itens de necessidade, mas também como ativos valiosos.
A segurança alimentar nos EUA está sob pressão. Para os consumidores, os roubos podem significar aumentos ainda maiores nos preços e dificuldades no abastecimento. Com a crescente escassez e a alta procura, supermercados enfrentam dificuldades para manter os estoques.

Para produtores e distribuidores, o roubo de cargas representa um desafio operacional e financeiro. Empresas podem precisar investir mais em segurança, o que pode resultar em custos repassados ao consumidor final. Além disso, crimes como esse afetam a estabilidade da cadeia de suprimentos, que já enfrenta desafios com a inflação e a falta de mão de obra no setor agropecuário.
Os roubos de ovos e outros produtos agrícolas reforçam um problema mais amplo: o abastecimento de alimentos nos EUA está cada vez mais vulnerável. O aumento no valor dos alimentos e a crise logística global podem intensificar a ocorrência desses crimes.
O caso da Pete & Gerry’s Organic Eggs ainda está sob investigação, mas serve como um alerta para todo o setor alimentício. Se até um item básico como os ovos se torna alvo de roubo em larga escala, o que isso significa para o futuro do consumo e da produção de alimentos?
Por enquanto, os consumidores americanos podem esperar preços ainda mais elevados e uma preocupação crescente com a segurança alimentar. Se a comida já é considerada valiosa o suficiente para ser roubada, talvez o maior desafio não seja apenas o preço dos ovos, mas a estabilidade de todo o sistema alimentar.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.
Cavalos sentem seu medo pelo cheiro — e isso pode mudar tudo na hora de montar
Em testes controlados, cavalos expostos ao odor de pessoas assustadas ficaram mais alertas, evitaram aproximação com humanos e reagiram com mais intensidade a estímulos inesperados.
Continue Reading Cavalos sentem seu medo pelo cheiro — e isso pode mudar tudo na hora de montar
Peru habilita primeiros estabelecimentos brasileiros para exportação de farinhas bovinas e hemoderivados de bovinos e suínos
O país habilitou 18 unidades brasileiras e viabilizou o início das exportações em mercado aberto no ano de 2024.
UE diz estar pronta para implementar acordo provisório com Mercosul
A UE estará pronta para adotar a medida assim que pelo menos um país do Mercosul ratificar o acordo, disse a presidente da Comissão Europeia.
Continue Reading UE diz estar pronta para implementar acordo provisório com Mercosul
Lula diz que “falta vergonha na cara” a quem defende dono do Master
Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
Continue Reading Lula diz que “falta vergonha na cara” a quem defende dono do Master
AFBF: prejuízo no campo deve persistir em 2026 nos EUA, mesmo com ajuda federal
A análise mostra que as perdas líquidas no setor devem ultrapassar US$ 50 bilhões, considerando os últimos três anos-safra.
Continue Reading AFBF: prejuízo no campo deve persistir em 2026 nos EUA, mesmo com ajuda federal
Exportações de carne bovina batem recorde histórico em 2025 e Brasil fatura US$ 18,3 bilhões
Com US$ 18,365 bilhões de receita em 2025, Brasil transforma carne bovina em ativo estratégico, amplia presença em 177 destinos e registra o maior desempenho de sua história nas exportações





