Economia na qualidade da ração compromete desempenho produtivo dos peixes

Muito além do preço, níveis de consumo, de conversão alimentar e de desempenho devem entrar na conta para definir a melhor alimentação dos peixes.

O preço por quilo é sempre um dos primeiros pontos observados pelo piscicultor na hora de escolher a ração. Mas, cuidado. Ração mais barata pode exigir maior volume para alcançar o mesmo ganho de peso, aumentar o nível de desperdício ou resultar em conversão alimentar ruim. “No fim do ciclo, essa diferença pesa mais no bolso do produtor do que o valor que ele economizou na hora da compra”, destaca o zootecnista Cleber Daniel Almeida, consultor técnico e comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

“A formulação da ração deve atender às necessidades da espécie e da fase de cultivo, com níveis de proteínas, aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais adequados. Quando esses nutrientes não estão ajustados ou os ingredientes têm baixa digestibilidade, o peixe aproveita menos o alimento e, consequentemente, apresenta pior desempenho”, explica o profissional, que é formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). “O principal indicador é quanto custa produzir cada quilo de peixe e a conversão alimentar ajuda a entender essa relação.”

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A alimentação é o principal item do custo do quilo de peixe produzido. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ela representa até 70% das despesas em sistemas intensivos. “Uma dieta equilibrada melhora o aproveitamento dos nutrientes e reduz a quantidade de resíduos eliminados pelos peixes, o que também contribui para o desempenho e para a qualidade da água”, comenta o especialista da MCassab.

Entre os sinais que a alimentação precisa ser ajustada estão redução do consumo, crescimento abaixo do esperado, piora da conversão alimentar, alterações nas fezes, lesões de pele e mudanças no aspecto do fígado. Umidade e armazenamento inadequado também podem favorecer a deterioração do alimento e a oxidação das gorduras.

“Na escolha da ração, o preço é um ponto de partida, mas não deve ser o único critério. O que interessa é saber como aquele alimento contribui para o sucesso da criação e quanto o produtor vai gastar para chegar ao peso ideal de comercialização”, finaliza Cleber Daniel Almeida.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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