Segundo a FecoAgro/RS, se o clima ajudar até o final do período da colheita, a produção do cereal pode ultrapassar 3,7 milhões de toneladas.
Com a colheita em andamento, as cooperativas agropecuárias gaúchas avaliam que a safra de trigo deste ano no Rio Grande do Sul deve ser exitosa se o clima até o final do ciclo não comprometer. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) que estima que, dentro desta normalidade do tempo, a colheita possa ultrapassar as 3,7 milhões de toneladas em uma área de quase 1,2 milhão de hectares.
De acordo com o presidente da entidade, Paulo Pires, até o momento o andamento da safra como um todo é positivo. “Mesmo que em algumas regiões, como as Missões e Grande Santa Rosa, tenha ocorrido falta de chuvas nos meses de julho e agosto, deverá se ter uma colheita normal, ao contrário do ciclo passado onde houve uma frustração por causa das geadas”, explica.
A preocupação, segundo o dirigente, fica com o comportamento do clima até o encerramento da colheita. “Na última semana algumas localidades tiveram mais de 300 milímetros de chuva, o que é ruim para o trigo. Existe previsão de um tempo bom por um certo período, mas sempre há uma indefinição sobre o clima no Rio Grande do Sul, que é muito chuvoso historicamente em outubro, e isso pode comprometer a qualidade de uma safra”, observa.
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Pires reforça que este crescimento na produção vem depois de um ano de frustração de cerca de 30% na safra de 2020. Entretanto, lembra também que o mercado está aquecido, com demanda de trigo para exportação, das indústrias moageiras e para a nutrição animal, que vem crescendo substancialmente com o apoio e incentivo das entidades do setor.
Responsáveis em média pela originação de cerca de 60% do trigo no Rio Grande do Sul anualmente, as cooperativas agropecuárias gaúchas, conforme o presidente da FecoAgro/RS, estão empenhadas no acompanhamento do produtor, desde o plantio até o desenvolvimento de produto, fornecendo assistência técnica e os insumos necessários para o bom andamento da cultura. “A grande característica positiva é que o produtor está redescobrindo o inverno para ter resultado econômico para a manutenção da propriedade e o trigo continua sendo a melhor alternativa”, complementa.
Fonte: Fecoagro RS