A estrutura da fazenda flutuante incorpora um sistema de aeroponia para fornecer nutrientes às plantas, contando ainda com a integração de tecnologias como inteligência artificial e internet das coisas; conheça
Durante a CES 24, a principal feira de eletrônicos de consumo do mundo realizada em Las Vegas, uma inovação notável chamou a atenção: a AirFarm, uma fazenda “flutuante” inflável desenvolvida pela empresa sul-coreana Midbar. Essa tecnologia, reconhecida como a melhor inovação em “Segurança Humana para Todos”, destaca-se por sua capacidade de economizar água e recursos naturais, proporcionando a oportunidade para que pessoas sem experiência agrícola possam cultivar seus próprios alimentos.
A Midbar apresentou a AirFarm como uma solução versátil que permite a produção de alimentos em qualquer local. O CEO da empresa, Moses Seo, enfatizou que a instalação do sistema é rápida, levando menos de um dia para estar operacional. Essa agilidade revela-se especialmente valiosa em situações de emergência, como desastres naturais e campos de refugiados, contribuindo para a segurança alimentar em cenários adversos.
Qualquer espaço
Adicionalmente, a versatilidade da fazenda inflável se destaca, pois pode ser acomodada em praticamente qualquer espaço sem depender de estruturas metálicas pesadas, mantendo ao mesmo tempo sua robustez. A AirFarm é confeccionada com um material emborrachado, proporcionando não apenas resistência, mas também uma redução de custos para o cliente, conforme destacado por Moses.
Moses Seo ressaltou durante a feira que, embora existam alternativas na indústria agrícola que empregam contêineres, muitas delas ainda dependem do bombeamento de água e não podem ser implantadas em locais diversos.
A aparência visual da AirFarm assemelha-se a um pequeno galpão totalmente branco, no entanto, seu interior revela prateleiras infláveis sustentando mudas de plantas. Apesar da aparência simples, a Midbar integra sistemas automatizados utilizando Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT).

Cultivo
O processo de cultivo adotado é baseado em um sistema de névoa, que transporta umidade e nutrientes na forma de vapor até as raízes. Posteriormente, o sistema realiza uma reciclagem da umidade excedente, conferindo maior independência no consumo de água.

De acordo com Moses, a tecnologia de aeroponia acelera o crescimento dos alimentos em 1,5 vezes em comparação com o solo, enquanto reduz o consumo de água em impressionantes 99% em relação à agricultura convencional e em 90% quando comparada à maioria das fazendas verticais.
A AirFarm propõe não apenas uma redução significativa de 60% no uso de fertilizantes, mas também a completa eliminação do emprego de agrotóxicos. O ambiente de produção é estritamente controlado, permitindo sua adaptação tanto para restaurantes quanto para uso pessoal, destacou o executivo.
A projeção é que essa tecnologia seja capaz de gerar até 140 quilos de alimentos por mês. Até o momento, a AirFarm passou por testes bem-sucedidos com cultivos como cenouras, cânhamo medicinal e verduras, e estão em andamento estudos para a produção de morangos.
A Midbar opta por não comercializar diretamente seus produtos, buscando, em vez disso, parcerias com distribuidores em diferentes países. Moses indicou que há interesse, inclusive, no mercado brasileiro.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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