
Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o quadro de oferta restrita de animais terminados continua ditando o ritmo dos negócios.
A semana foi marcada pela valorização dos preços de balcão em SP e em boa parte das praças pecuárias vizinhas. Com os abates enxutos, a carne no mercado atacadista reagiu e deu fôlego para tentativas de compra em valores maiores. Mesmo assim, o volume de negócios está abaixo do normal no mercado físico.
Segundo levantamento realizado nesta sexta-feira pela FNP, em São Paulo, as grandes indústrias trabalham com valores no balcão a R$ 200/@. Por sua vez, os frigoríficos de menor porte oferecem R$ 205/@, a prazo, para desconto do Funrural.
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos em algumas das principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o quadro de oferta restrita de animais terminados continua ditando o ritmo dos negócios.
“Ao mesmo tempo, o consumo de carne bovina apresenta números expressivos neste começo de mês, acelerando a reposição entre atacado e varejo, enquanto que o pecuarista aproveita as boas condições dos pastos para manter os animais por mais tempo no campo”, assinalou Iglesias.
Cotações segundo Safras & Mercado
- Em São Paulo, os preços do mercado à vista subiram de R$ 201 para R$ 202 por arroba do boi gordo.
- Em Uberaba (MG), preços em R$ 190 por arroba.
- Em Dourados (MS), as cotações subiram de R$ 186 para R$ 189 por arroba.
- Em Goiânia (GO), o preço indicado permaneceu em R$ 187 por arroba.
- Já em Cuiabá (MT) o preço ficou em R$ 175-R$ 176 a arroba, contra R$ 175 por arroba ontem.
As cotações estão com viés de alta e chegam a ser negociadas para São Paulo, com uma média de R$ 202/@, segundo o último levantamento do AgroBrazil, parceiro do Compre Rural. Hoje, temos pecuaristas negociando o Boi China no valor de R$ 205/@ para pagamento a vista e data de abate para dia 12 de fevereiro. Já em Britânia/GO o valor ficou em R$ 190/@ para pagamento com 30 dias e com abate também para o dia 12 de fevereiro.

Segundo a Scot Consutoria
Após as altas registradas nos últimos dias, o mercado acalmou no fechamento da última quinta-feira (6/2). O preço do boi gordo permaneceu estável em São Paulo.
Com a reação nos preços, houve um leve aumento nos negócios e as escalas se alongaram, mas não muito. As programações dos frigoríficos paulistas atendem, em média, de três a quatro dias, no máximo, mas destacando que algumas indústrias têm trabalhado com certa ociosidade na linha de abate.
As chuvas em bons volumes mantêm a boa capacidade de suporte das pastagens, assim os pecuaristas conseguem reter o gado no pasto, com custo baixo, aguardando pagamentos maiores e dificultando a vida dos compradores de gado.
Diante desse cenário, praticamente somente aqueles produtores que precisam liquidar algum compromisso financeiro vendem a boiadas para fazer caixa.
- Conheça o Baudet du Poitou, curioso burro francês com pelos que parecem dreadlocks
- Rancho Abate é o maior exportador de jumentos Pêga do Brasil
- Anvisa proíbe a comercialização de suplementos alimentares com ora-pro-nóbis
- Gás natural para a indústria é um dos mais caros do mundo, diz CNI
- Brasil deve liderar produção mundial de carne bovina até 2027, projeta Datagro
Atacado
Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no mercado atacadista. “O ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, dada a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês”, analisou Iglesias.
O corte traseiro seguiu em R$ 13,90 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 10,30 por quilo. Já o corte dianteiro continuou com preço de R$ 10,80 por quilo.