Colheita do milho safrinha alcançou 26,1% da área no Centro-Sul, com atraso provocado pelas chuvas irregulares ao longo da temporada.
A colheita do milho safrinha no Centro-Sul do Brasil continua avançando, mas ainda em ritmo inferior ao registrado nos últimos anos. Segundo levantamento da DATAGRO, até a última sexta-feira (3), os trabalhos haviam alcançado 26,1% da área cultivada, percentual abaixo dos 29,1% observados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 30,3%. O atraso é atribuído principalmente às condições climáticas enfrentadas durante o ciclo da cultura.
Apesar da evolução mais lenta, a consultoria destaca que o desempenho varia entre os estados produtores, refletindo as diferenças climáticas registradas ao longo da safra.
Chuvas atrasaram plantio e desenvolvimento das lavouras
Segundo a DATAGRO, o regime irregular de chuvas observado durante a temporada retardou o plantio em parte das regiões produtoras, o que acabou postergando também o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, o início da colheita.
O cenário é mais evidente em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, onde os trabalhos seguem abaixo do ritmo considerado normal para esta época do ano.
Já em Mato Grosso, principal produtor nacional de milho segunda safra, a colheita atingiu 45% da área cultivada, desempenho praticamente alinhado à média histórica de 44,9% e superior aos 41% registrados no mesmo período do ano passado.
Produção deve ficar abaixo do recorde da safra anterior
Mesmo com a expectativa de uma boa safra, a produção nacional deverá ficar abaixo do volume recorde colhido no ciclo anterior.
A DATAGRO projeta uma produção de 112,4 milhões de toneladas de milho safrinha em 2026, frente às 118 milhões de toneladas registradas na temporada passada.
A diferença é explicada principalmente pelos impactos climáticos sobre parte das áreas cultivadas, embora a produção continue entre as maiores da história da cultura no Brasil.
Atraso contribui para sustentação dos preços
Na avaliação da DATAGRO, o ingresso mais lento da nova safra no mercado ajuda a sustentar os preços do milho em algumas regiões produtoras.
Com menor oferta imediata disponível para comercialização, compradores encontram maior dificuldade para ampliar os estoques, o que oferece suporte às cotações locais.
Por outro lado, a consultoria ressalta que o elevado volume de estoques remanescentes da safra passada deve limitar movimentos mais expressivos de valorização, mantendo o mercado atento ao avanço da colheita nas próximas semanas.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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