Chuvas recentes atrasaram a colheita em relação ao ano anterior, quando 35% dos trabalhos de cata haviam sido realizados nessa mesma época.
A colheita de café arábica na área de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) evoluiu para 27% até sexta-feira, 26 de junho, com 12% do volume colhido já beneficiado, apresentando rendimentos médios de 550 a 570 litros por saca de 60 kg.
Os técnicos da cooperativa informam que os trabalhos estão atrasados em relação à safra anterior – ano de início do levantamento –, quando 35% já haviam sido colhidos.
Esse atraso se justifica, conforme boletim técnico da Expocacer, pela ocorrência de chuvas na quarta semana de junho, que provocaram retardos nos trabalhos de cata e no beneficiamento, além de ocasionarem a queda de aproximadamente 25% dos frutos, aumentando o volume de “café de chão” e podendo comprometer a produtividade e a qualidade de parte dos lotes.
Na área de atuação da Expocacer, a colheita está cerca de 30 dias atrasada em relação ao ano passado em Carmo do Paranaíba, com o percentual dos trabalhos estando similar ao apurado em Patrocínio. Na região de São Gotardo e Rio Paranaíba, apenas 10% da safra projetada foram colhidos devido à maior altitude e às chuvas frequentes.
Em Monte Carmelo, aproximadamente 30% dos trabalhos já foram realizados, com ocorrência de florada antecipada, queda de cerca de 25% dos frutos ao chão e consequente redução da qualidade dos cafés. Já na região de Araguari, foram colhidos entre 30% e 35% dos cafés previstos e se observa que, após as chuvas, parte dos frutos verdes evoluiu rapidamente para o estágio seco, o que pode comprometer a uniformidade da maturação e impactar a qualidade final.
Os técnicos da Expocacer apuraram que as chuvas e a elevada umidade registradas geraram uma florada antecipada em diversas áreas do Cerrado Mineiro, condição que poderá impactar a safra 2027 devido ao aumento da possibilidade de maturação desuniforme, maior incidência de broca e possíveis perdas de produtividade.
Café de chão
As chuvas ocorridas durante o período de colheita aumentaram significativamente a queda de frutos ao solo, elevando o volume de café de varrição, cenário que tende a provocar quebra na produtividade, uma vez que parte dos cafés é perdida antes da colheita e muitos frutos ainda verdes também deverão cair nas próximas semanas. Além da redução no volume colhido, o excesso de umidade dificulta a secagem dos cafés e deve comprometer a qualidade do produto.
Condições climáticas
A previsão meteorológica para o período de 27 de junho a 1º de julho não apresenta possibilidade de chuvas na região de Patrocínio, o que deverá favorecer o avanço da colheita e proporcionar melhores condições para a secagem e o beneficiamento dos cafés.
Na semana anterior, registrou-se baixos índices de precipitações no Cerrado Mineiro, mas, apesar do reduzido volume predominante na região, essas chuvas ocasionaram atrasos pontuais nas operações de colheita e na secagem dos cafés em algumas propriedades.
Até o momento, o mês de junho acumula média de 38,2 milímetros de chuva, nível superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando a média foi de apenas 9,2 mm. No acumulado do ciclo 2025/26, foram registrados 1.441,9 mm, volume 14,1% maior do que o aferido na temporada 2024/25, refletindo as boas condições hídricas observadas ao longo de todo o ciclo.
Fonte: Expocacer
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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