Os suspeitos conseguiam informações sobre o andamento das licenças por meio do site da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás e vendiam aos agropecuaristas.
Um casal foi preso em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, suspeito de vender licenças ambientais falsas para agricultores do interior de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, as equipes suspeitaram dos documentos que eram apresentados durante as fiscalizações nas propriedades, já que continham contradições.
Denúncias de agropecuaristas goianos informando que uma pessoa entrou em contato com eles e se apresentou como servidor da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás também chamaram a atenção da polícia.
Segundo os relatos, o falso colaborador dizia que sabia dos processos que estavam em andamento e, para que o documento fosse concedido de forma mais rápida, era necessário realizar uma transferência bancária para a conta de uma mulher.
Cerca de nove agropecuaristas aceitaram a oferta e transferiram os valores, recebendo uma licença ambiental desse suposto servidor. Contudo, ao apresentarem o documento para os fiscais, foi constatado que eram falsos.
Após o início das investigações, a Polícia Civil identificou os suspeitos, que moram em Várzea Grande, como os responsáveis pela prática do golpe e pelo recebimento dos valores.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos e de prisão.
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Com a apreensão dos objetos, a polícia descobriu que o homem conseguia as informações das vítimas diretamente no sistema da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás e que mantinha os dados dos processos disponíveis para o público no site da internet.
Os investigados devem ser indiciados por estelionato. Já os agropecuaristas que adquiriram as licenças irregularmente podem responder por uso de documento falso.