Os frigoríficos mato-grossenses destinaram a maior parte da carne bovina exportada para a China, que importou 282,4 mil toneladas.
A carne bovina produzida em Mato Grosso no primeiro semestre de 2026 chegou a 88 países, alcançando uma receita de US$ 2,4 bilhões, com preço médio de US$ 6,1 mil a tonelada. No mesmo período em 2025, os frigoríficos mato-grossenses venderam para 77 países, com receita de US$ 1,47 bilhões e média de US$ 5,1 mil por tonelada.
Com escoamento da produção principalmente pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), os frigoríficos mato-grossenses destinaram a maior parte da carne bovina exportada para a China, que importou 282,4 mil toneladas. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 41 mil toneladas, seguidos pela Chile, com 31 mil toneladas.
No grupo dos dez maiores importadores também estão Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos (Holanda), mercados que concentram parte significativa das exportações da proteína produzida no Estado.
Além dos principais compradores, a carne bovina mato-grossense também chegou a mercados de menor volume, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia, demonstrando a diversificação dos destinos atendidos pela indústria frigorífica estadual.
“A diversificação dos destinos das exportações é um fator estratégico para a competitividade da pecuária mato-grossense. Quanto maior o número de mercados compradores, menor é a exposição da cadeia produtiva a oscilações econômicas. Essa pulverização dos mercados proporciona maior previsibilidade para a indústria e para os pecuaristas, além de criar oportunidades para acessar nichos que remuneram melhor pela qualidade da carne”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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