Ulbra estuda a possibilidade de reprodução do animal que ganhou projeção nacional após ser resgatado durante a enchente de 2024 em Canoas
O cavalo que se tornou uma das imagens mais marcantes das enchentes no Rio Grande do Sul pode protagonizar um novo capítulo. Caramelo pode ganhar herdeiro, já que a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), onde o animal vive atualmente, começou a avaliar éguas que poderiam formar um par reprodutivo com ele.
A possibilidade surgiu dentro do acompanhamento realizado pela equipe veterinária da instituição. Como Caramelo é um macho não castrado, seu comportamento próximo às fêmeas chamou a atenção dos profissionais e abriu espaço para discutir uma eventual reprodução.
De acordo com a diretora do Hospital Veterinário da Ulbra, Laura Cezimbra, a escolha da égua precisa considerar aspectos físicos importantes. O porte dos animais está entre os critérios analisados, e algumas possibilidades já estão sendo avaliadas.
Caramelo pode ganhar herdeiro após avaliação veterinária
Antes de qualquer cruzamento, a universidade considera as condições clínicas e comportamentais do cavalo.
Caramelo apresenta bom estado de saúde e permanece sob acompanhamento veterinário desde que foi acolhido pela instituição. A reprodução, portanto, somente avançará caso a equipe considere o processo adequado para os animais envolvidos.
A proposta não está ligada a um programa de seleção genética ou preservação de raça. Segundo a Ulbra, o interesse está principalmente no valor simbólico que Caramelo adquiriu após o desastre climático de 2024.
O animal passou a reunir uma comunidade de pessoas interessadas em acompanhar sua recuperação e sua rotina, o que também contribuiu para a discussão sobre um possível descendente.
Uma nova fase para o cavalo que ganhou projeção nacional

Atualmente, Caramelo tem cerca de 11 anos e vive no campus da Ulbra, em Canoas.
Durante o dia, utiliza uma área própria com aproximadamente 250 metros quadrados, destinada à movimentação e ao pastejo. À noite, permanece em uma instalação protegida.
A presença do cavalo no campus também passou a integrar atividades ligadas ao curso de Medicina Veterinária, permitindo que estudantes acompanhem aspectos de manejo e cuidados com equinos.
Por ser garanhão, sua convivência com outros cavalos exige controle, especialmente na proximidade com fêmeas.
Resgate durante a enchente transformou Caramelo em símbolo
Caramelo ganhou notoriedade nacional em maio de 2024, quando foi localizado sobre o telhado de uma residência em Canoas durante a inundação que atingiu parte do Rio Grande do Sul.
O animal permaneceu isolado no local por aproximadamente quatro dias, enquanto equipes organizavam uma operação capaz de retirá-lo com segurança.
O resgate contou com participação do Corpo de Bombeiros de São Paulo e acompanhamento veterinário.
Devido ao risco provocado pelo peso e pelos movimentos do cavalo dentro da embarcação, a equipe optou pela sedação antes do transporte.
Depois de retirado da região alagada, Caramelo recebeu atendimento veterinário para recuperação das condições físicas afetadas pelo período em que permaneceu preso em meio à enchente.
Caramelo pode ganhar herdeiro dois anos após o resgate
A imagem do cavalo cercado pela água alcançou repercussão nacional e fez do animal uma das referências visuais da tragédia ocorrida no estado.
A história também ganhou força pela relação histórica entre os equinos e a cultura rural gaúcha. No Rio Grande do Sul, o cavalo Crioulo é reconhecido oficialmente como animal-símbolo e patrimônio cultural do estado.
Caramelo, porém, ficou conhecido por uma trajetória particular de sobrevivência.
Agora, dois anos depois daquele episódio, Caramelo pode ganhar herdeiro, enquanto a Ulbra avalia as condições necessárias para que a reprodução aconteça de maneira responsável e acompanhada por profissionais.
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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