
A empresa gera milhares de empregos diretos e indiretos, movimenta cadeias produtivas e impulsiona as exportações brasileiras de bioenergia. Conheça o nome por trás do maior império agrícola de 1,3 milhão de hectares!
O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, consolidando o Brasil como líder global na produção de alimentos e bioenergia. Neste contexto, surge uma figura emblemática: o empresário Rubens Ometto, à frente da Raízen, que opera um verdadeiro império agrícola com impressionantes 1,3 milhão de hectares cultivados.
Mas o que esse número realmente representa e como ele impacta o setor agropecuário brasileiro? Vamos explorar, nesse conteúdo exclusivo do Compre Rural, a história e importância da Raízen para o agronegócio brasileiro, e mundial. Além disso, apresentamos os maiores grupos ligados ao setor que ;e responsável por cerca de 25% do PIB nacional.
O maior império agrícola do Brasil, a Raízen
A Raízen, uma subsidiária do Grupo Cosan, liderado por Rubens Ometto, não é apenas a maior produtora de cana-de-açúcar do Brasil. A empresa também se destaca como uma das maiores fornecedoras de biocombustíveis do mundo, sendo referência em inovação tecnológica e sustentabilidade.
Com 1,3 milhão de hectares cultivados, a Raízen ocupa o topo do ranking das maiores propriedades agrícolas do Brasil. Essa imensidão de terras é dedicada, principalmente, à produção de etanol, açúcar e bioenergia, consolidando a posição do Brasil como protagonista no setor de energias renováveis.
Indicadores financeiros destacados:
- Receita líquida (2022/2023): R$ 246 bilhões, posicionando a Raízen como a terceira maior empresa em faturamento no Brasil.
- EBITDA ajustado: R$ 15,3 bilhões, reforçando a lucratividade de suas operações.
Operações e produção:
- Área agrícola: Gestão de impressionantes 1,3 milhão de hectares, com foco na produção de cana-de-açúcar para biocombustíveis e açúcar.
- Produção de açúcar: 4,8 milhões de toneladas no ano-safra 2022/2023.
- Infraestrutura bioenergética: 35 parques de bioenergia em operação e 5 plantas de etanol de segunda geração (E2G) em construção, reforçando seu compromisso com tecnologias limpas.
Distribuição e alcance de mercado:
- Rede de distribuição: Mais de 8.000 postos Shell e 300 mercados OXXO no Brasil, garantindo ampla presença e conveniência para os consumidores.
- Venda de combustíveis: Comercialização de 35 bilhões de litros no ano-safra 2022/2023.
Empregos e impacto social:
- Funcionários: Mais de 46.000 colaboradores, evidenciando o papel da empresa na geração de empregos diretos.
- Ações sociais: Beneficiaram 800 mil pessoas, destacando sua contribuição para comunidades locais.
Resultados recentes e desafios:
- Prejuízo líquido (2º trimestre 2024/2025): R$ 158,3 milhões, revertendo um lucro de R$ 28,4 milhões do mesmo período no ano anterior.
- Receita líquida no trimestre: R$ 72,91 bilhões, um crescimento de 22,6% em relação ao ano anterior.
- EBITDA ajustado: R$ 3,663 bilhões, uma leve queda de 1,7% em comparação ao período anterior.
Esses indicadores reforçam a importância da Raízen no cenário energético brasileiro e sua contribuição para consolidar o país como referência em bioenergia e combustíveis renováveis.
O impacto econômico e tecnológico do maior império agrícola
A atuação da Raízen vai muito além do campo. Seus investimentos em tecnologia de ponta têm permitido não apenas o aumento da produtividade, mas também a redução das emissões de carbono. Esse compromisso com a sustentabilidade é um diferencial que coloca a empresa na vanguarda do setor agrícola global.
Além disso, o impacto econômico é significativo. A empresa gera milhares de empregos diretos e indiretos, movimenta cadeias produtivas e impulsiona as exportações brasileiras de bioenergia. Essas exportações são estratégicas para mercados internacionais em busca de soluções energéticas mais limpas.
O agronegócio em números
O domínio da Raízen é acompanhado de perto por outros gigantes do agronegócio brasileiro. O ranking das maiores propriedades do Brasil inclui empresas que transformam o setor com escala, eficiência e inovação:
- 2º lugar: SLC Agrícola (734 mil hectares)
Líder na produção de grãos como soja, milho e algodão, com forte presença em mercados internacionais. - 3º lugar: Grupo Bom Futuro (600 mil hectares)
Referência mundial na produção de soja e milho, além de possuir um rebanho de 130 mil cabeças de gado. - 4º lugar: Agropecuária Santa Bárbara (480 mil hectares)
Famosa pela produção de carne bovina e gestão eficiente de terras no Pará. - 5º lugar: Grupo Maggi (380 mil hectares)
Pioneiro na expansão agrícola, com operações até na Argentina e Paraguai.
Esses números ilustram o quanto o agronegócio brasileiro é dependente de grandes players, que não só produzem em larga escala, mas também influenciam políticas públicas e mercados globais.

Sustentabilidade x concentração de terras
A grandiosidade da Raízen e de outros gigantes do setor desperta debates sobre a concentração de terras no Brasil. Enquanto essas empresas impulsionam exportações e o uso de tecnologias avançadas, há críticas sobre os impactos ambientais e sociais desse modelo.
Os desafios incluem a necessidade de equilibrar a produção em larga escala com práticas sustentáveis e o fortalecimento da agricultura familiar, que é responsável por boa parte dos alimentos consumidos no mercado interno.
O Brasil como protagonista global
Graças a empresas como a Raízen, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário internacional do agronegócio. O país é um dos maiores exportadores de alimentos e bioenergia, consolidando-se como líder global em inovação agrícola.
No entanto, o protagonismo no agronegócio não é isento de desafios. A concentração de terras, os impactos ambientais e a dependência de commodities são questões que exigem atenção constante.
Conclusão
Rubens Ometto e a Raízen simbolizam o poder do agronegócio brasileiro, movendo a economia nacional e promovendo o Brasil no cenário global. Com 1,3 milhão de hectares cultivados, eles são, de fato, um dos maiores expoentes de um setor que é sinônimo de inovação, escala e sustentabilidade.
O título de “Dono do Brasil” pode parecer exagerado, mas reflete a realidade de um setor que concentra riquezas e responsabilidades, moldando o futuro agrícola e econômico do país.
E você, o que acha do impacto desses gigantes na nossa economia? Deixe sua opinião!
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