Bioinsumos no Brasil alcançam 46 milhões de hectares tratados no 1º semestre de 2026 e movimentam R$ 1,8 bilhão, segundo a CropLife Brasil
O Brasil encerrou o 1º semestre de 2026 com 46 milhões de hectares tratados por bioinsumos, alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em valor, o mercado brasileiro de produtos biológicos movimentou R$ 1,8 bilhão nos seis meses, com avanço observado a partir de junho quando há compra de insumos para o plantio da soja e preparação para a safra 2026/2027. O monitoramento inédito faz parte da nota de setembro do CropData, portal de dados da CropLife Brasil, e mostra o panorama do setor.
Desempenho é puxado pelo manejo integrado de pragas resistentes e busca de sustentabilidade à lavoura. “A área tratada cresceu quase o dobro do valor, sinal de que o biológico está chegando a mais hectares, combinado ao defensivo químico no manejo integrado. Essa combinação amplia as ferramentas do produtor e ajuda no controle de pragas e doenças”, afirma Renato Gomides, gerente executivo da CropLife Brasil.
A comercialização e adoção dos produtos biológicos acompanham o calendário-safra – organizado de acordo com o ciclo produtivo do país. A aplicação deste tipo de insumo e seus segmentos varia de acordo com a cultura agrícola e demanda de manejo. Entre janeiro e junho deste ano, o segmento de bioinseticidas representou a maior fatia das vendas, com R$ 858,2 milhões (47%), e de área tratada, com 16,4 milhões de hectares (35%) – decorrente do plantio do milho segunda safra (milho-safrinha). Na sequência, estão os segmentos de bionematicidas, biofungicidas e inoculantes. O ritmo de compra e aplicação destes três últimos avança de junho até dezembro.
Registros
De janeiro até setembro de 2026, o país somou 61 bioinsumos com registro ativo. Hoje, o prazo médio para registro é de cerca de 20 meses para produtos biológicos e de 16 meses para produtos biológicos/orgânicos, indicando uma desaceleração nas concessões. Distribuídos por segmento, foram 44 produtos de agente microbiológicos, 9 agentes macrobiológicos e 8 bioquímicos. Os dados são elaborados pela consultoria Move Analytics, com informações oficiais de base estatística do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e consideram apenas os registros ativos na base do Agrofit.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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