Melhor primeiro semestre da série histórica reforça a força do agronegócio brasileiro no mercado internacional, com crescimento expressivo em volume e receita das exportações de carnes.
O agronegócio brasileiro voltou a registrar um marco histórico no comércio exterior. Dados compilados pela Scot Consultoria, com base nas estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o primeiro semestre de 2026 foi o melhor da história para as exportações brasileiras de carnes, tanto em volume embarcado quanto em faturamento.
Entre janeiro e junho, o Brasil exportou aproximadamente 4,9 milhões de toneladas de carnes (bovina, suína, de aves e miúdos), movimentando US$ 15,9 bilhões, números que consolidam a liderança do país como um dos principais fornecedores mundiais de proteína animal.
Volume exportado cresceu mais de 64% em dez anos
Na comparação com o primeiro semestre de 2016, o desempenho impressiona.
Segundo a Scot Consultoria:
- O volume exportado aumentou 64,3%;
- O faturamento disparou 173,1%;
- As exportações atingiram o maior nível dos últimos 11 anos.
O avanço demonstra não apenas o crescimento da produção nacional, mas também o aumento da demanda internacional pela proteína brasileira, impulsionada pela competitividade do setor, expansão dos mercados compradores e valorização dos preços internacionais.
Receita cresce em ritmo ainda maior que o volume
Embora o aumento do volume seja expressivo, o maior destaque está na evolução da receita obtida com as exportações.
Enquanto os embarques cresceram cerca de dois terços em relação a 2016, o faturamento praticamente triplicou, reflexo da maior agregação de valor às exportações, da valorização da carne bovina e do fortalecimento da presença brasileira nos principais mercados consumidores.
O gráfico elaborado pela Scot mostra uma trajetória praticamente contínua de crescimento desde 2018, culminando em 2026 com quase US$ 16 bilhões em receita apenas no primeiro semestre.
Carne bovina ganhou ainda mais importância econômica
Outro dado destacado pela Scot Consultoria é a evolução da participação da carne bovina nas exportações brasileiras.
Em 2016, a proteína bovina representava:
- 19,2% do volume exportado;
- 38,1% do faturamento total.
Ao longo da última década, essa participação aumentou em valor, refletindo a elevada demanda internacional por carne bovina brasileira e o maior preço médio obtido pelo produto nos mercados externos.
Mesmo com o crescimento consistente das exportações de carne de frango e suína, a carne bovina continua sendo a principal responsável pela geração de receita do setor exportador brasileiro.
Mercado internacional segue sustentando a pecuária brasileira
O desempenho recorde das exportações ajuda a explicar o cenário positivo vivido pela pecuária nacional em 2026.
Com forte demanda externa, especialmente da Ásia, Oriente Médio e outros mercados estratégicos, os frigoríficos mantêm ritmo elevado de embarques, contribuindo para dar sustentação ao mercado do boi gordo e reforçando a importância do comércio internacional para toda a cadeia produtiva.
Além de ampliar a entrada de divisas no país, o crescimento das exportações fortalece investimentos em produção, tecnologia, genética, sanidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos compradores internacionais.
O que os números das exportações de carnes mostram
- Melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carnes;
- 4,9 milhões de toneladas embarcadas;
- US$ 15,9 bilhões em faturamento;
- Volume 64,3% maior do que em 2016;
- Receita 173,1% superior à registrada há dez anos;
- Dados incluem carne bovina, suína, de aves e respectivos miúdos.
Com esse desempenho, o Brasil reforça sua posição como uma das maiores potências mundiais na produção e exportação de proteínas animais, mantendo o agronegócio como um dos principais motores da economia nacional.
Fonte: Scot Consultoria, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
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