Bovinos de raças diferentes viram estrelas da feira e atraem os olhares dos visitantes

O Crioulo Lageano, que fazia um tempo que não se fazia presente na Expointer, desde 2015, desponta como um dos animais mais fotografados da feira.

Entre bovinos de corte, de leite e mistos, zebuínos e bubalinos a 49ª Expointer mostra a diversidade das raças, expostas ao público nos amplos e movimentados pavilhões da feira. Em meio aos corredores estreitos, uma das cenas mais comuns é a formação de rodas de pessoas ao redor de um animal. Quando isso acontece, uma coisa é certa: ali está um exemplar que chama a atenção por alguma característica incomum – uma pelagem colorida, chifres proeminentes ou tamanho avantajado. Neste último caso, é possível avistá-lo mesmo em meio à aglomeração de curiosos.  

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Crioulo Lageano: um dos mais fotografados 

O Crioulo Lageano, que fazia um tempo que não se fazia presente na Expointer, desde 2015, desponta como um dos animais mais fotografados da feira. Cercado por curiosos, o bovino, apesar dos chifres proeminentes, que podem chegar a dois metros, aparenta tranquilidade mesmo diante de um ambiente agitado. Destinado para corte e leite, a raça foi trazida pela cabanha Bom Jesus, de Ponte Alta do Sul, em Santa Catarina. Em média, os animais pesam cerca de 960 kg e são considerados resistentes a diferentes climas, o que ajuda a reduzir os custos de criação. 

O Crioulo Lageano volta à Expointer depois de 11 anos – Foto: Fernando Dias/Ascom Expointer.

Galloway: o retorno após quase duas décadas 

Após 19 anos de ausência, os carismáticos bovinos da raça Galloway voltaram à Expointer neste ano. De origem escocesa, a raça foi introduzida no Brasil na década de 1950, com uma nova leva de animais trazida na década de 1980. Os exemplares que desembarcaram na feira são do tipo Belted Galloway, caracterizados por uma faixa larga de pelagem clara no meio do corpo. A pelagem, além de ser uma das marcas registradas da raça, ajuda a repelir da chuva e a proteger os animais contra o frio.

Raça Galloway retorna para a Expointer depois de 19 anos – Foto: Mauro Nascimento/Ascom Expointer.

Wagyu: o bovino nipônico 

A origem da raça Wagyu, por si só, já é um diferencial. Vinda do Japão, é uma das poucas linhagens que fogem do padrão predominante na feira. Os animais encontrados na Expointer são, na maioria, de cor preta, corpo forte, patas curtas e cabeça mais compacta, que lembram a aparência do bezerro. Voltada exclusivamente à produção de carne, a Wagyu é famosa pelo seu preço elevado. A valorização dos cortes tem relação direta com o intenso marmoreio, traços de gordura intramuscular que permeiam o corte e tornam a carne mais suculenta. Um macho adulto da raça pesa, em média, uma tonelada e leva cerca de dois anos para atingir o estágio ideal para abate.  

O Wagyu é uma raça famosa pela valorização da sua carne – Foto: Fernando Dias/Ascom Expointer.

Sindi: novata no Rio Grande do Sul 

Apesar de ser uma raça zebuína milenar, a Sindi foi desembarcar no Rio Grande do Sul pela primeira vez somente em 2020. Trazidos pela Cabanha Rancho Criúva, de Caxias do Sul, os animais chamam a atenção dos visitantes pela coloração avermelhada da pelagem. Com aptidão para corte e leite, o macho pesa, em média, cerca de 800 quilos e pode ser comercializado, quando adulto, por aproximadamente R$ 25 mil. Considerada uma raça rústica e adaptável a diferentes condições climáticas, a Sindi é uma das linhagens mais encontradas nas cabanhas da região Nordeste. 

A raça Sindi veio recentemente para o Rio Grande do Sul – Foto: Fernando Dias/Ascom Expointer.

Guzerá: a estrela Tochinha 

Representante dos zebuínos, a espécie Guzerá não passa despercebida no Pavilhão dos Bovinos de Corte, ainda mais quando se trata de uma das estrelas da Expointer – o Tochinha, que nasceu durante a feira, na edição de 2019. A cria da Expointer pesa cerca de 1,2 toneladas e chama atenção pelos chifres imponentes. Considerada uma raça fértil e rústica, a Guzerá leva entre 18 e 24 meses para estar apto para o abate. 

Fonte: Ascom Expointer

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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