Boi gordo tem preços firmes desde a abertura da semana, mas não conseguiu romper o valor de R$ 335/@ pois o mercado doméstico está estagnado e, apesar das exportações em alta a China segue brigando por preço; confira as cotações
O mercado do boi gordo enfrenta uma fase de estagnação, com a arroba negociada a R$ 335, refletindo a demanda interna enfraquecida e a disputa de preço com a China. A resistência do mercado doméstico em absorver novos reajustes e a postura cautelosa dos importadores chineses são fatores determinantes para o atual cenário.
Segundo Fernando Henrique Iglesias, consultor da Safras & Mercado, as escalas de abate continuam encurtadas, mas a falta de reação no consumo interno impede uma nova valorização. “Os frigoríficos que atuam no mercado interno não conseguem absorver aumentos, o que limita o movimento de alta no preço da arroba”, avalia Iglesias.
A Scot Consultoria aponta que, em São Paulo, as cotações estão estáveis, reflexo de um fraco fluxo de vendas de carne e uma oferta restrita por parte dos pecuaristas. Com isso, o mercado segue em compasso de espera, sem perspectivas de mudanças significativas a curto prazo.
No Tocantins, houve um recuo de 1,19%, com a arroba do boi gordo fechando em R$ 295,20, conforme boletim da Agrifatto. Esse recuo ocorre em meio a estoques elevados e uma indústria cautelosa nas compras.
Giro do boi gordo pelas principais praças pecuárias do país:
- São Paulo: R$ 335,00/@ a prazo (R$ 335,00/@ anteriormente)
- Minas Gerais: R$ 325,00/@ estável
- Goiás: R$ 325,00/@ sem mudanças
- Mato Grosso do Sul: R$ 327,00/@ a (R$ 327,05 ontem)
- Mato Grosso: R$ 319,00/@, inalterado
Exportações mantêm bom desempenho
Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações seguem em alto nível, trazendo boas expectativas para a temporada. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que as exportações de carne bovina aumentaram 26% em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado.
Contudo, a aproximação do Ano Novo Chinês, comemorado em 29 de janeiro, levou as negociações com importadores do país asiático a um compasso de espera, de acordo com a Agrifatto【5†fonte】. Os chineses importaram 1,32 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil em 2024, um aumento de 10,59% em relação a 2023. No entanto, os embarques de dezembro caíram 7,37% em comparação com novembro.
Atualmente, o dianteiro bovino brasileiro está cotado a US$ 4.800 por tonelada, preço considerado pouco atrativo para alguns exportadores. Com o mercado asiático em recesso, há expectativa de novas diretrizes de compra após as festividades.
Cotações no atacado e varejo
No atacado paulista, a carcaça casada do boi castrado encerrou o dia a R$ 21,76/kg, menor patamar desde 6 de novembro de 2024. A carcaça casada bovina na Grande São Paulo segue estável em R$ 23,00/kg, favorecendo os frigoríficos que mantêm margens apertadas.
Já no mercado atacadista, o quarto traseiro foi negociado a R$ 26,00/kg, enquanto o quarto dianteiro ficou em R$ 18,50/kg, e a ponta de agulha em R$ 18,70/kg.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,36%, cotado a R$ 5,9250 para venda. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,8740 e a máxima de R$ 5,9705, refletindo um cenário de volatilidade global.
Perspectivas para o boi gordo
O mercado do boi gordo deve continuar com preços estáveis no curto prazo, com pouca margem para valorização devido à combinação de consumo interno fraco, estoques elevados e cautela dos frigoríficos. As atenções seguem voltadas para o retorno das negociações com a China após o período festivo e para os reflexos da demanda externa no comportamento das cotações.
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