As maiores altas foram observadas nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, onde muitos frigoríficos elevaram suas indicações de compras para preencher escalas de abate
Nesta quarta-feira, o mercado físico do boi gordo registrou alta de preços em quase todas as regiões pecuárias do país, relata a Informa Economics FNP. O destaque, contudo, ficou com as praças do Centro-Oeste, onde há forte presença de frigoríficos de São Paulo disputando boiada com compradores locais e elevando os preços pagos aos pecuaristas nas principais praças da região.
As maiores altas foram observadas nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, onde muitos frigoríficos elevaram suas indicações de compras para preencher escalas de abate ao menos até meados da próxima semana, de acordo com informações da FNP.
Em Campo Grande, MS, o boi gordo subiu para R$ 160/@ (pagamento a prazo) nesta quarta-feira, com alta de R$ 3/@ sobre o preço do dia anterior, apurou a FNP.
Em Três Lagoas, MS, a arroba teve acréscimo de R$ 2, para R$ 159/@, a prazo. Em Goiânia, GO, atingiu R$ 150/@, com elevação de R$ 2/@. Em Cuiabá/MT, o boi foi negociado a R$ 148/@, à vista, ante R$ 147/@ do dia anterior.
Essa onda de valorizações nos preços do boi gordo está essencialmente atrelada à oferta restrita de animais prontos para abate, aliada ao forte ritmo das exportações brasileiras de carne bovina.
Segundo a FNP, os prêmios oferecidos para o gado com destino às vendas externas chegam a variar entre R$ 3/@ a R$ 5/@, dependendo em qual protocolo se encaixa melhor os lotes ofertados.
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Na região Norte do Brasil, informa a consultoria, também há forte valorização na boiada gorda diante da dificuldade de compor as escalas entre as plantas frigoríficas locais.
No Pará, o preço praticado nas regiões de Redenção e Marabá já supera Paragominas por reflexo da habilitação de plantas frigoríficas para exportar carne bovina para a China, segundo a FNP.
Com informações do portal DBO.