Após presentear Ana Hickmann durante um encontro de mulheres do agro, Lívia Coelho conquistou milhares de seguidores, ampliou a produção de crochê e passou a receber encomendas do exterior
Uma bolsa de crochê confeccionada durante a madrugada mudou a trajetória profissional da artesã Lívia Coelho, de Sales Oliveira, no interior de São Paulo. Depois de entregar a peça à apresentadora Ana Hickmann, durante um evento do agronegócio, a empreendedora ganhou mais de 50 mil seguidores em 24 horas e viu sua lista de espera ultrapassar 2 mil interessados.
O episódio aconteceu em 28 de agosto de 2026, durante o 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro, em Ribeirão Preto (SP). Lívia havia sido selecionada pelo sindicato rural de seu município para expor suas criações, ao lado de outros três artesãos. Ao saber da participação de Ana Hickmann, decidiu produzir uma bolsa exclusiva para presenteá-la.
De um presente artesanal a milhares de novos seguidores
A peça ficou pronta poucas horas antes do início do encontro. Com a colaboração dos organizadores, Lívia conseguiu entregá-la pessoalmente à apresentadora.
A repercussão veio depois que imagens daquele momento circularam nas redes sociais. Ana Hickmann também passou a acompanhar o perfil da marca Ponto a Ponto, criada pela artesã.
Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), o perfil já reunia mais de 340 mil seguidores em outubro, quando a entidade divulgou a história.
Produção de bolsas cresce e encomendas chegam ao exterior
O crescimento da audiência trouxe uma demanda que o pequeno negócio ainda não conseguia atender completamente.
Antes do episódio, Lívia produzia entre 15 e 20 bolsas mensais. Com o aumento da procura, passou a confeccionar de 50 a 60 unidades por mês.
Mesmo assim, precisou encerrar a agenda de encomendas de 2026. A fila de espera passou de 2 mil pessoas, enquanto suas criações alcançaram compradores nos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Espanha e em Portugal.
A Faesp não informou quanto a empreendedora faturou com a repercussão nem quantas vendas foram efetivamente concluídas.
Qualificação ajuda a administrar o negócio
Com mais pedidos para organizar, Lívia recorreu aos conhecimentos adquiridos em um curso de informática do Senar-SP, realizado por meio do Sindicato Rural de Sales Oliveira. A capacitação passou a ajudá-la no acompanhamento das encomendas e dos prazos de entrega.
O evento que abriu essa oportunidade reuniu aproximadamente 5.700 participantes de 109 caravanas municipais. Promovido pela Faesp, por meio da Comissão Semeadoras do Agro, o encontro integra iniciativas de incentivo à liderança e ao empreendedorismo feminino no campo.
A produção artesanal também representa uma alternativa de geração de renda em diferentes comunidades brasileiras, como acontece com as mulheres Paumari que trabalham com cestaria tradicional no Amazonas.
Para Lívia, a repercussão trouxe uma mudança concreta: a possibilidade de viver exclusivamente do próprio artesanato. Agora, o desafio é conciliar o interesse do público com o tempo necessário para produzir cada peça manualmente, mantendo a organização das entregas.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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