Arroba do boi gordo sobe em quatro estados e chega a R$ 385, aponta Cepea

Oferta restrita de animais prontos para o abate sustenta a valorização da arroba, enquanto mercado registra diferenças de preços entre as principais regiões pecuárias do país.

O preço da arroba do boi gordo registrou novas altas em regiões do Tocantins, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais na terça-feira (20). Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os reajustes chegaram a R$ 10 por arroba em algumas praças, com destaque para o noroeste do Paraná, onde os negócios alcançaram R$ 385.

O movimento ocorre em um cenário de oferta limitada de bovinos prontos para o abate. Mesmo com a demanda por carne bovina apresentando sinais de enfraquecimento em algumas regiões, a disponibilidade restrita de animais continua dando sustentação às cotações e favorecendo a negociação de lotes a preços mais elevados.

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De acordo com o levantamento, o mercado físico apresentou melhora na liquidez, com maior volume de negócios fechados ao longo do dia. Enquanto algumas regiões mantiveram os preços estáveis, outras registraram reajustes positivos, dando continuidade ao movimento de valorização observado desde o início de outubro.

Tocantins e Mato Grosso registram novos reajustes

No Tocantins, os preços do boi gordo avançaram entre R$ 5 e R$ 10 por arroba nas negociações realizadas a prazo. As altas também alcançaram as cotações das vacas, em um mercado marcado pela participação reduzida de frigoríficos nas compras.

Os valores do boi gordo no estado ficaram entre R$ 355 e R$ 360 por arroba, enquanto as escalas de abate variaram de três a 13 dias. A oferta limitada de animais contribuiu para sustentar os preços, mesmo com o número menor de compradores em operação.

Em Cuiabá, no Mato Grosso, as cotações subiram R$ 5 por arroba para machos e fêmeas. Os negócios foram realizados entre R$ 350 e R$ 355, com escalas de abate de quatro a sete dias.

Segundo o Cepea, parte dos pecuaristas tem optado por reter os animais nas propriedades, reduzindo a disponibilidade imediata de bovinos para os frigoríficos. Esse comportamento contribui para aumentar a disputa pelos lotes disponíveis e limita a capacidade dos compradores de pressionar os preços para baixo.

Paraná alcança R$ 385 por arroba

No noroeste do Paraná, a procura dos frigoríficos por animais destinados ao abate impulsionou os preços do boi gordo. As cotações registraram aumento de aproximadamente R$ 10 por arroba, com negócios entre R$ 380 e R$ 385.

O valor máximo coloca a região entre os destaques do levantamento divulgado pelo Cepea. A valorização reflete a combinação entre a necessidade de abastecimento dos frigoríficos e a oferta restrita de animais prontos para o abate.

No norte de Minas Gerais, o mercado também apresentou alta próxima de R$ 10 por arroba, tanto para bois quanto para vacas. Na região, o boi gordo foi negociado em torno de R$ 365.

Apesar dos reajustes, o ritmo das vendas de carne bovina permanece como um fator de atenção para o setor. A capacidade de repasse dos custos ao consumidor pode influenciar o comportamento dos frigoríficos nas próximas negociações, especialmente caso a demanda interna não acompanhe a valorização da matéria-prima.

Bezerro acumula alta de 1,6% em outubro

O mercado de reposição também apresenta preços firmes, sustentados pela disponibilidade limitada de animais. Conforme o indicador do Cepea para o bezerro em Mato Grosso do Sul, a média à vista chegou a R$ 3.501,39 por cabeça na terça-feira (20).

Com esse resultado, o indicador acumula valorização de 1,6% em outubro, reforçando o movimento de alta observado em diferentes segmentos da pecuária bovina.

O encarecimento dos animais de reposição representa um ponto de atenção para os pecuaristas que precisam recompor seus rebanhos ou adquirir bezerros para a engorda. Embora a valorização do boi gordo possa favorecer a receita na venda dos animais terminados, o aumento dos custos de aquisição também influencia as margens da atividade.

Para os próximos períodos, a evolução das cotações dependerá principalmente da disponibilidade de bovinos para abate, do ritmo de compras dos frigoríficos e do comportamento da demanda por carne bovina. A combinação desses fatores será determinante para definir a continuidade da valorização da arroba nas principais praças pecuárias brasileiras.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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