A entidade citou, ainda, alerta da Farsul sobre relatos de restrições e atrasos na entrega de diesel a produtores rurais.
A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) divulgou comunicado em que defende o uso voluntário de biodiesel acima da mistura obrigatória, atualmente em 15% (B15). A entidade afirmou que a medida não depende mais de autorização prévia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e que basta comunicação à agência para uso em transporte público, transporte ferroviário, navegação interior e marítima, frotas cativas, equipamentos e veículos destinados à extração mineral e à geração de energia elétrica, tratores e demais aparelhos destinados a trabalhos agrícolas.
A sugestão ocorre, segundo a Aprobio, porque “o Brasil enfrenta uma vulnerabilidade energética significativa ao importar grande parte do diesel fóssil utilizado, principalmente dos Estados Unidos, o que gera subsídios externos e riscos de desabastecimento”.
A entidade citou, ainda, alerta da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) sobre relatos de restrições e atrasos na entrega de diesel a produtores rurais, o que renovaria a preocupação com a segurança do abastecimento no início do plantio da safra de verão 2026/27.
“Outro caminho para reduzir os riscos é que o governo federal avance na ampliação do uso do biodiesel com a implementação imediata do B17, elevando a mistura para reduzir a dependência internacional como parte da solução”, afirmou na nota o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen. “Nesse sentido, o setor está mobilizando recursos e esforços para que os testes de ampliação da mistura sejam acelerados para subsidiar a decisão”, acrescentou.
Segundo a associação, o governo federal poderia solicitar laudos técnicos de testes já realizados e convocar reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para deliberar sobre o B17. A entidade afirmou que o governo conduz testes para verificar desempenho, durabilidade e segurança com misturas de até B25.
A Aprobio afirmou que o Brasil importa hoje cerca de 20 a 25 navios de diesel por mês. Em setembro, estariam previstos cerca de 838 mil m³ de diesel importado. Aproximadamente 80% desse volume teria origem nos Estados Unidos e estaria sendo subsidiado, causando benefício direto para o país.
Ao ampliar a mistura de B15 para B17, o País adicionaria cerca de 125 mil m³ por mês de biodiesel nacional, o que permitiria deixar de importar de três a quatro navios de diesel por mês, segundo a associação. O alívio nos gastos com subsídios, disse a entidade, teria impactos positivos para a agricultura familiar e o agronegócio, além de ampliar a industrialização e a geração de emprego e renda no País.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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