Segundo deputados, em 2018, a média nacional era de 30% de pedidos negados, percentual que já era considerado alto pelos especialistas. Aposentadoria rural o índice foi o dobro!
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural promove uma audiência pública nesta quinta-feira, 5, para discutir o alto índice de indeferimento de benefícios previdenciários entre agricultores familiares. A iniciativa do debate é dos deputados Heitor Schuch (PSB-RS) e Vilson da Fetaemg (PSB-MG).
Segundo os deputados, conforme dados divulgados pelo próprio INSS, neste ano 60% dos pedidos de benefícios previdenciários para os trabalhadores rurais foram negados.
“Em 2018, a média nacional era de 30%, percentual que já era considerado alto pelos especialistas”, observam os autores do requerimento.
Principais problemas
No início do ano, o INSS criou uma autodeclaração que tornou o processo mais burocrático. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), o agricultor agora precisa apresentar mais informações e que não são relevantes para a análise do benefício, e que não estão previstas em lei, tais como o CPF dos vizinhos, título de eleitor e carteira de habilitação de todos os filhos, e valor anual da produção. Isso estaria gerando muitas dúvidas aos agricultores e às próprias agências do INSS, dificultando o preenchimento.
Outro problema é a análise dos benefícios rurais em “lista nacional”, o que está provocando equívocos, em função dos sistemas de produção diversos nas diferentes regiões do Brasil.
- Boi gordo dispara no interior de SP e já bate R$ 355/@, mesmo com “cabo de guerra” no mercado
- ALERTA: temporais com chuva de até 100 mm e ventos de 100 km/h avançam sobre o Brasil
- STF suspende CAR em áreas sobrepostas a terras indígenas — mesmo sem indenização aos produtores
- Governo endurece fiscalização contra reajuste indevido de combustíveis
- Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado e oferece R$ 3 bilhões para compensação
“Tem segurado que teve o pedido negado por ter tido uma produção elevada em algum ano ou ainda ter a declaração de aptidão do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em categoria D, um verdadeiro absurdo”, exemplifica o deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS).
Outro motivo de indeferimentos está na mudança no procedimento de arrecadação das contribuições, com a criação do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (Caepf). Ele é utilizado quando o agricultor vende a produção rural para empresas e cooperativas.
Fonte: Canal Rural