A nova cota contempla aparas magras e recortes de carne bovina, utilizados principalmente pela indústria americana na fabricação de carne moída.
O Ministério da Agricultura avalia que o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte da nova cota de 300 mil toneladas para importação de carne bovina magra dos Estados Unidos, destacando a redução significativa da tarifa de entrada. Segundo a pasta, a tarifa atualmente aplicada é de 26,4%, enquanto o volume incluído na cota terá cobrança de US$ 44 por tonelada. “A vantagem econômica da cota é significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela”, afirmou a pasta hoje, em nota.
A nova cota contempla aparas magras e recortes de carne bovina, utilizados principalmente pela indústria americana na fabricação de carne moída. A medida vale de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 e contempla países que não possuem cotas específicas para exportação de carne bovina aos EUA, entre eles Brasil, Paraguai e Irlanda.
O Ministério da Agricultura ressaltou, porém, que o benefício está condicionado ao comportamento dos preços de importação. De acordo com a decisão americana, as autoridades dos EUA vão monitorar os preços referentes ao volume adicional. Caso a carne importada dentro da cota ampliada não seja vendida a preços 25% inferiores aos de mercado, os Estados Unidos poderão “eliminar imediatamente qualquer parcela restante da cota ampliada”, segundo a pasta.
A avaliação do governo brasileiro ocorre após a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de ampliar temporariamente a entrada de carne bovina magra com tarifa reduzida. O produto é destinado principalmente à mistura com carne bovina americana para a produção de carne moída.
O Ministério da Agricultura informou que seguirá acompanhando a implementação da medida e seus impactos sobre o comércio internacional de carne bovina, em articulação com o setor produtivo e exportador brasileiro. O objetivo, segundo a pasta, é “identificar oportunidades e apoiar a ampliação da presença da carne bovina brasileira em mercados estratégicos”.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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